Clubes adversários se articulam nos bastidores e alegam uso de dinheiro público para beneficiar o time paulista.
O Alívio no Bolso do Timão
Com o aval do banco, o Corinthians ganha um fôlego financeiro imediato muito expressivo. Além da pausa de 12 meses nas parcelas principais, a negociação suspende temporariamente a retenção de 55% da bilheteria e 50% das premiações, montantes que a Caixa separava diretamente na fonte para abater o saldo devedor. Com a liberação desses valores, o Alvinegro terá muito mais recursos disponíveis em caixa.
O Plano de Quitação: Naming Rights por R$ 630 Milhões
A paralisação dos pagamentos serve como uma trégua enquanto as partes definem a modelagem técnica para quitar integralmente a dívida de R$ 630 milhões. A principal proposta em negociação é o Corinthians repassar à Caixa o direito de explorar comercialmente o nome da Arena por um período ainda não definido.
Hoje, esses direitos de naming rights pertencem à Hypera Pharma, que estampa a marca Neo Química. Por esse contrato vigente, o Corinthians recebe R$ 15 milhões por ano, mas a atual diretoria avalia que o espaço está subfaturado e que o local vale R$ 70 milhões anuais no mercado atual. O projeto de cooperação também engloba uma série de produtos comerciais integrados:
- Lançamento de títulos de capitalização para a torcida.
- Transferência das contas bancárias institucionais e dos pagamentos de salários do clube para a Caixa.
- Emissão de cartões de crédito e benefícios vinculados ao programa Fiel Torcedor.
Sigilo e Próximos Passos
Os termos comerciais começaram a ser desenhados após reuniões de cúpula realizadas em Brasília. Para proteger os detalhes técnicos e financeiros do processo enquanto a disputa de bastidores avança com os rivais, as partes assinaram um termo de confidencialidade.
As conversas continuam ativas e, devido à alta complexidade jurídica envolvida no caso, as instituições seguem negociando sem um prazo estipulado para a conclusão definitiva.