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Fraude na mesa: açougue moía coração de porco e vendia como hambúrguer no interior de SP

Uma operação ostensiva desencadeada pela Polícia Civil interditou um estabelecimento comercial no interior paulista após a descoberta de um esquema grave de adulteração de alimentos. Nesse sentido, as investigações revelaram que o açougue moía coração de porco e vendia como hambúrguer, além de comercializar peças estragadas e impróprias diretamente ao público consumidor.

A fiscalização ocorreu no município de Indaiatuba, mobilizando agentes especializados da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) em conjunto com técnicos da Vigilância Sanitária local. Por isso, diante do flagrante de irregularidades graves no manuseio dos alimentos, o gerente e o subgerente do local acabaram presos pelas equipes policiais.

Esquema criminoso e maquiagem de produtos estragados

As denúncias que motivaram a ação apontavam que o estabelecimento aplicava substâncias químicas nas peças deterioradas para devolver o aspecto visual de carne fresca. Além disso, os funcionários moíam miúdos suínos para compor lotes de carne moída e hambúrgueres artesanais de forma totalmente clandestina e sem qualquer inspeção.

Detalhes da Operação e Fraudes Detectadas:

  • Adulteração de Insumos: Mistura não autorizada de miúdos suínos para baratear o custo do hambúrguer e da carne moída bovina;

  • Maquiagem Química: Uso de compostos e aditivos proibidos para mascarar o odor forte e a coloração escura de produtos decompostos;

  • Volume Apreendido: Inutilização imediata de aproximadamente 350 quilos de mercadorias estragadas localizadas no balcão e nos freezers.

O uso de aditivos químicos em alimentos vencidos busca enganar a percepção do comprador sobre a qualidade do produto. Com efeito, essa prática é terminantemente proibida pela legislação sanitária brasileira por expor a população a severos riscos de infecções e contaminação bacteriana grave.

Riscos à saúde pública e descarte das mercadorias

Diante do elevado risco biológico identificado no local, toda a mercadoria recolhida pelos fiscais foi descartada e encaminhada imediatamente para incineração em local apropriado. Consequentemente, os agentes garantiram que nenhum lote contaminado permanecesse disponível para comercialização no mercado local.

“A comercialização de alimentos adulterados ou maquiados quimicamente representa uma grave ameaça à saúde pública e configura crime inafiançável”, alertam especialistas na nossa cobertura de Segurança Pública e Cidades.

A autoridade policial responsável pelo caso negou o arbitramento de fiança aos administradores detidos durante a operação na cidade. Afinal, os suspeitos responderão formalmente na Justiça por crimes contra as relações de consumo, infrações contra a saúde pública e associação criminosa.

Orientações aos consumidores e continuidade das investigações

Após a ação policial, a Vigilância Sanitária reforçou a orientação para que a população observe com extrema atenção o odor, a textura e a cor das carnes no varejo. Do mesmo modo, denúncias sobre irregularidades sanitárias em açougues e supermercados podem ser registradas de forma anônima junto aos órgãos municipais.

As investigações prosseguem na região para determinar se outros estabelecimentos comerciais recebiam ou distribuíam os produtos adulterados pelo grupo. Por fim, o açougue permanecerá com as portas fechadas e as atividades suspensas por tempo indeterminado até a conclusão do processo administrativo. Assim, o caso serve de alerta rigoroso sobre a necessidade do cumprimento das normas sanitárias no setor alimentício.

Fonte: Metrópoles 

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