O governo dos Estados Unidos tirou o selo de segredo de vários documentos, fotos e vídeos sobre OVNIs (que os militares agora chamam de UAPs). Isso significa que qualquer pessoa agora pode ver esses arquivos que antes eram trancados a sete chaves.
Entre os materiais liberados, o que mais chama a atenção é um filme antigo gravado em Utah, no ano de 1952. O vídeo mostra luzes misteriosas voando juntas pelo céu. Além dele, foram divulgados vídeos bem mais recentes feitos por câmeras modernas de jatos e navios militares.
A ordem para abrir esses arquivos veio direto do presidente Donald Trump. Ele criou um programa chamado PURSUE (Presidential Unsealing and Reporting System for UAP Encounters) para dar transparência ao assunto e mostrar ao público o que o exército descobriu ao longo dos anos.
O ponto principal dessa liberação é o seguinte: o Pentágono admitiu oficialmente que investigou todos esses casos, mas não conseguiu descobrir o que são esses objetos. Para o governo, esses episódios continuam “sem solução” — ou seja, ninguém sabe se é uma tecnologia secreta de outro país ou algo inexplicável.
Como funciona o site oficial (WAR.GOV/UFO)?
Todos os arquivos originais e relatórios foram publicados no portal oficial do U.S. Department of War. O site foi criado exclusivamente para essa iniciativa e funciona como um grande banco de dados público. Veja o que você encontra por lá:
- Downloads de pacotes pesados: O governo separou os arquivos por lotes de liberação. O primeiro lote, por exemplo, oferece um botão para baixar mais de 1.2 GB de documentos em PDF e outro link para baixar 1.3 GB de vídeos originais em alta resolução.
- Busca com filtros: A página tem ferramentas para o usuário pesquisar, filtrar e organizar os registros por data ou tipo de documento, facilitando a navegação.
- Dados de várias agências: O site reúne relatórios não apenas do Pentágono, mas também de investigações feitas pelo FBI, pela CIA, pela NASA e pelo Departamento de Energia americano.
O impacto político das revelações
Especialistas e congressistas apontam que a criação do programa representa uma grande mudança na postura de Washington sobre o tema. Historiadores e cientistas políticos avaliam que a decisão de centralizar os arquivos em um portal de acesso livre diminui teorias conspiratórias e força a comunidade científica civil a analisar os dados de forma aberta, sem barreiras de segurança nacional.