O empresário norte-americano John Textor conseguiu uma decisão crucial na Justiça dos Estados Unidos
nesta quinta-feira. A juíza Danielle Sherriff, da Flórida, declarou o executivo como o dono legítimo de 90% das ações majoritárias da Botafogo SAF. Com o veredito, Textor anunciou o fim da disputa internacional pelo controle da sua holding, a Eagle Football, e garantiu que retomou o comando do clube. Os 10% restantes seguem com o Botafogo social.
No entanto, o torcedor alvinegro precisa entender que essa vitória nos Estados Unidos não muda o cenário no Brasil de forma automática. O bilionário ainda precisa convencer a Justiça brasileira a validar a sentença americana. Por aqui, os direitos de Textor continuam suspensos pela 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, o que mantém o suspense sobre quem manda de fato no clube no dia a dia.
O fator Tite: A salvação no meio do caos
Apresentado oficialmente também nesta quinta-feira, o treinador foi direto e afirmou que o tamanho do clube permite ambição, mas ele sabe que terá a dura missão de manter os jogadores focados apenas na bola.
Entenda a crise: O colapso do modelo Caixa Único
A crise financeira cresceu tanto que o Botafogo acabou anunciado para venda no exterior para tentar sanar dívidas que ultrapassam a casa dos bilhões.
Os três grandes perigos no horizonte do Botafogo:
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- O fantasma do Transfer Ban: Por causa de atrasos em parcelas de contratações caras, como a do craque Thiago Almada, a FIFA ligou o sinal de alerta. Se o Botafogo não pagar o que deve, pode ser punido com a proibição de registrar novos jogadores ou até mesmo perder pontos no campeonato.
- Guerra de irmãos: Em um cenário bizarro, Botafogo e Lyon — que pertencem ao mesmo grupo — começaram a brigar na Justiça por repasses de dinheiro. O clube brasileiro tenta recuperar recursos que deveriam estar protegidos pela lei da SAF.
- A caça por um novo investidor: O mercado financeiro agora observa de perto quem terá coragem e bilhões de reais disponíveis para assumir um clube tão apaixonante e valioso, mas que carrega uma dívida imensa.