Pesquisar

Camilo Santana Inicia Transição para Deixar o Ministério da Educação

Camilo Santana Inicia Transição para Deixar o Ministério da Educação

O ministro da Educação, Camilo Santana, oficializou nesta segunda-feira (19 de janeiro de 2026) que deixará o comando da pasta até o final do primeiro trimestre deste ano. Em conversa com jornalistas em Brasília, Santana detalhou que sua saída está sendo planejada em conjunto com o presidente Lula, com o objetivo de focar nas articulações para o pleito de 2026. Antes de seu desligamento definitivo, o ministro se comprometeu a apresentar um relatório minucioso consolidando os avanços obtidos no setor educacional durante sua gestão, especialmente nos anos de 2024 e 2025.

O ministro da Educação, Camilo Santana • Antonio Cruz/Agência Brasil

A movimentação de Santana atende ao calendário eleitoral e à necessidade de desincompatibilização para ministros que pretendem disputar cargos majoritários ou coordenar campanhas. Embora seu mandato como senador pelo Ceará siga até 2030, o nome do petista tem ganhado projeção nacional como uma possível alternativa estratégica para o partido ou como peça-chave para fortalecer a reeleição de Lula e do governador cearense, Elmano de Freitas. A avaliação interna no Palácio do Planalto é que a saída faz parte de uma reforma ministerial mais ampla para preparar a base governista para o próximo ciclo de votações.

Durante sua gestão, Camilo Santana priorizou programas de permanência estudantil e alfabetização, que devem ser os pilares de seu balanço final. Entre os destaques estão o programa “Pé-de-Meia”, que beneficiou mais de 4 milhões de estudantes em 2025, e a expansão do ensino em tempo integral nas redes estaduais. Para o fechamento de seu ciclo no MEC, o ministro busca garantir os recursos necessários para que o auxílio financeiro aos alunos do ensino médio alcance toda a rede pública ainda no segundo semestre de 2026, além de negociar o reajuste do piso salarial dos professores com prefeitos e governadores.

A sucessão no Ministério da Educação ainda não foi oficialmente definida, mas o atual ministro assegurou que a transição será suave e não comprometerá os projetos em andamento. Santana afirmou que a equipe técnica da pasta está consolidada e que as políticas de regulação do ensino superior e o novo Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo seguirão o cronograma previsto. A saída de Camilo é vista como a primeira de uma série de baixas no primeiro escalão, já que outros ministros também devem se afastar de suas funções para concorrer a governos estaduais ou ao Congresso Nacional.

Com a desocupação do cargo, Camilo Santana retoma sua cadeira no Senado Federal, de onde pretende atuar como um dos principais articuladores do Governo Federal no Nordeste. Sua liderança no Ceará, onde mantém altos índices de aprovação e lidera pesquisas de intenção de voto, é considerada fundamental para neutralizar adversários regionais e consolidar palanques fortes para a esquerda em 2026. O anúncio encerra um ciclo de três anos de Santana à frente do MEC, período em que o Ministério buscou reconstruir pontes com as secretarias estaduais e municipais após anos de instabilidade na pasta.

Mais recentes

Rolar para cima