O relatório preliminar da CPI que investiga o sistema financeiro, apresentado nesta tarde (20/03), trouxe revelações devastadoras sobre a estrutura de governança do Banco Master. Segundo os parlamentares, a instituição não era dirigida apenas por sua diretoria estatutária, mas por um “comando oculto” composto por ex-agentes públicos e operadores de grandes fundos de pensão.
O “Conselho de Sombras”
A CPI teve acesso a mensagens criptografadas recuperadas de servidores em nuvem (obtidas através do novo modelo de delação expressa) que detalham a existência de um grupo fechado apelidado de “O Comitê”. Este grupo tomava as decisões estratégicas antes mesmo de elas passarem pelo conselho oficial do banco.

Os bastidores revelados apontam que:
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Interferência Política: O comando oculto orientava a compra de títulos de dívida de estados e municípios em troca de favores legislativos em Brasília.
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Blindagem de Ativos: Operações de crédito vultosas eram aprovadas para empresas de fachada sem garantias reais, servindo apenas para escoar capital para o exterior.
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O Papel de Vorcaro: Daniel Vorcaro, embora fosse a face pública, responderia diretamente a esse conselho informal, que detinha o controle real das chaves de liquidez do banco.
Nomes no Radar
Embora o relator da CPI ainda mantenha alguns nomes sob sigilo para não atrapalhar as próximas prisões, o documento cita a participação de três ex-diretores de órgãos reguladores e um ex-ministro da Fazenda como consultores “fantasmas” que recebiam dividendos através de escritórios de advocacia sediados no Panamá.
Reação do Mercado
As ações de empresas ligadas ao grupo Master sofreram nova queda após a leitura do relatório. No Congresso, a oposição já pede a convocação imediata dos citados para depoimento sob vara (condução coercitiva), enquanto a base do governo tenta blindar nomes que possuem trânsito no Palácio do Planalto.
Radiografia do Comando Oculto
| Função no Esquema | Perfil do Integrante | Objetivo das Operações |
| Operador Político | Ex-parlamentar com influência em fundos. | Liberação de recursos de prefeituras para o banco. |
| Arquiteto Jurídico | Advogado de renome em Brasília. | Criação de estruturas para evitar alertas do COAF. |
| Gestor de Offshores | Especialista em paraísos fiscais. | Evasão de divisas e ocultação de beneficiários finais. |
Próximos Passos da CPI
O presidente da comissão afirmou que o próximo passo é cruzar os dados do “Comitê” com o recente escândalo das emendas enviadas a si mesmo por senadores, para verificar se o Banco Master serviu de entreposto para a lavagem desses recursos.