A equipe jurídica responsável pela defesa do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, emitiu uma nota oficial nesta sexta-feira, 6 de março de 2026, reiterando que o banqueiro sempre esteve à disposição das autoridades e colaborou com todas as etapas das investigações. A manifestação ocorre após a manutenção de sua prisão preventiva no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades em transações financeiras e relações com agentes públicos.

Imagem: Rubens Cavallari/ Folhapress…
Os advogados argumentam que as medidas cautelares impostas são desproporcionais, uma vez que o investigado possui residência fixa, ocupação lícita e não oferece risco à ordem pública ou à instrução criminal. Segundo a defesa, os fatos apurados pela Polícia Federal baseiam-se em interpretações equivocadas de mensagens e transações de mercado que possuem lastro técnico e legal. A nota destaca ainda que Vorcaro confia plenamente no devido processo legal e na capacidade do Poder Judiciário de reconhecer sua inocência ao final do processo.
Sobre as alegações de “monitoramento ilegal” e influência política, a defesa sustenta que tais narrativas carecem de provas materiais e que os contatos mantidos pelo empresário sempre ocorreram dentro da esfera de representação institucional da instituição financeira. Os advogados informaram que já impetraram os recursos cabíveis junto às instâncias superiores para buscar a revogação da prisão, substituindo-a, se necessário, por medidas alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica ou a proibição de contato com outros investigados.
O comunicado encerra reforçando que o Banco Master continua operando normalmente, sob gestão técnica, e que a instituição possui solidez financeira comprovada por auditorias independentes. A estratégia da defesa agora se concentra em desqualificar os relatórios de inteligência financeira que apontam o suposto desvio de R$ 17 bilhões, alegando que os valores citados referem-se a operações de crédito legítimas e registradas nos órgãos reguladores competentes.