A onda de rejection a ex-atletas repetiu-se em diferentes estados e partidos. No Distrito Federal, a atual senadora e ex-campeã mundial Leila do Vôlei (PDT) não conseguiu se reeleger, terminando a disputa em terceiro lugar, superada pelas candidatas do Partido Liberal (PL), que ficaram com as duas vagas da capital federal. Também em Brasília, o ex-jogador Marcelinho Carioca (Republicanos) e o ex-atacante Washington Coração Valente (MDB) amargaram votações expressivas, mas insuficientes para conquistar cadeiras na Câmara Legislativa e na Câmara dos Deputados, respectivamente.
O declínio das celebridades esportivas
Pelo país, outros nomes de peso que tentavam fazer a transição para a política institucional ou mudar de cargo também fracassaram:
- Vanderlei Luxemburgo (Podemos): O experiente treinador e ex-técnico da Seleção Brasileira tentou uma vaga ao Senado pelo estado de Tocantins, mas não obteve o favoritismo dos eleitores locais.
- Edmundo (PSDB): O “Animal”, ídolo de Palmeiras e Vasco, disputou uma vaga de Deputado Federal pelo Rio de Janeiro, mas ficou longe de figurar entre os eleitos.
- Luís Fabiano (MDB): O ex-camisa 9 do São Paulo e da Seleção Brasileira buscou estrear na Câmara dos Deputados por São Paulo, mas também não conseguiu furar a barreira do quociente partidário.
Análise: O voto de opinião ganha espaço
Cientistas políticos apontam que o fenômeno das “bancadas da bola” e o voto puramente puxado pelo carisma e pela memória afetiva do torcedor vêm perdendo espaço para o voto de opinião ideológica e partidária. Em 2026, as estruturas organizadas dos grandes partidos de direita e de esquerda, aliadas ao engajamento digital focado em pautas econômicas e sociais, sufocaram as candidaturas que dependiam prioritariamente do nome e do passado nos gramados.