Falsa denúncia mobiliza PM e homem acaba preso após confusão em Santa Maria
Suspeito acionou policiais alegando agressão contra uma mulher, mas equipe não encontrou vítima no endereço e ocorrência terminou com insultos e desafio aos militares
Um chamado para atender uma suposta ocorrência de violência doméstica terminou de maneira inesperada em Santa Maria, no Distrito Federal. Um homem de 38 anos foi preso após admitir que havia acionado a Polícia Militar com uma denúncia falsa e, durante a abordagem, teria insultado e desafiado os integrantes da equipe.
O episódio aconteceu no sábado (12). Segundo o registro da ocorrência, o homem entrou em contato com o Centro de Operações da Polícia Militar informando que uma mulher teria sido violentamente agredida pelo marido. Ele afirmou ainda que a vítima estaria machucada e que o suposto agressor permanecia no local.
Uma equipe do 26º Batalhão foi imediatamente enviada ao endereço indicado. Quando os militares chegaram, encontraram o próprio solicitante em frente ao portão, mas nenhuma mulher ferida.
Durante a apuração, os policiais constataram que a situação relatada não havia ocorrido. O homem teria confessado que fez um chamado falso. A esposa dele também informou aos militares que episódios semelhantes já teriam acontecido anteriormente.
Abordagem termina em confronto verbal
A situação ficou mais tensa quando o suspeito foi advertido pelos policiais. De acordo com o relato dos militares, ele passou a ofender a equipe e teria cuspido na direção dos agentes.
Em determinado momento, o homem ainda desafiou um dos policiais para uma briga, dizendo: “tira essa arma e vem pra porrada”.
Os militares realizaram a contenção e utilizaram algemas diante do comportamento apresentado durante a abordagem. Em seguida, o homem foi levado para a 33ª Delegacia de Polícia, em Santa Maria, onde foi autuado por desacato e comunicação falsa de crime.
Prisão mantida pela Justiça
No domingo (13), após audiência de custódia, a Justiça do Distrito Federal determinou a prisão preventiva do suspeito.
Na decisão, o magistrado levou em consideração o histórico do homem, apontado nos autos como reincidente e com condenação anterior por desacato na Cidade Ocidental, em Goiás.
A Justiça também registrou que ele estaria cumprindo pena em regime aberto quando ocorreram os novos fatos. A prisão preventiva foi mantida sob o entendimento de que a medida seria necessária para preservar a ordem pública e evitar a repetição de novas infrações.