Às vésperas do pleito, criminosos digitais intensificaram uma campanha de fraude que utiliza páginas falsas para simular o portal oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O esquema, identificado pela empresa de segurança Eset, induz o eleitor a acreditar na existência de débitos pendentes com a Justiça Eleitoral, solicitando o pagamento imediato de uma taxa via Pix no valor de R$ 47,90.
A fraude é arquitetada para transmitir credibilidade, utilizando uma interface visual que copia fielmente os serviços do órgão público. Ao inserir o CPF na página maliciosa, o sistema exibe dados reais do cidadão, o que aumenta a confiança da vítima na legitimidade da cobrança. O site aponta, de forma arbitrária, a existência de pendências financeiras, alegando que a ausência de quitação poderia impedir o exercício do voto.
Mecanismo da fraude e desvio de valores
O golpe opera através de links disseminados via redes sociais e mensagens de texto (SMS), aproveitando o aumento natural de consultas ao título de eleitor no período que antecede a votação. Ao finalizar a simulação, o fraudador gera um código Pix para o pagamento da suposta multa. No entanto, o montante não é direcionado ao Tesouro Nacional, sendo transferido diretamente para contas de terceiros ou empresas intermediadoras de pagamentos.
Especialistas em segurança alertam que a desconfiança deve ser a primeira barreira de defesa do cidadão. É fundamental verificar se o destinatário da transação é o Tesouro Nacional, identificado pelo CNPJ 00.394.460/0409-50. Caso o nome do recebedor seja de uma pessoa física ou de uma empresa desconhecida, a operação deve ser imediatamente interrompida.
Como consultar débitos de forma segura
Para evitar cair em armadilhas, a recomendação oficial é acessar apenas os canais institucionais. O eleitor deve digitar o endereço eletrônico do TSE diretamente no navegador, evitando clicar em links recebidos por fontes não verificadas. A regularização de pendências pode ser feita com segurança através do Autoatendimento Eleitoral, do aplicativo e-Título ou presencialmente em um cartório eleitoral.
Vale ressaltar que o pagamento da multa é apenas uma etapa do processo de regularização. Caso o título esteja cancelado por ausências não justificadas, o cidadão deve realizar uma solicitação específica de revisão ou transferência de domicílio. O aplicativo e-Título oferece um menu simplificado para verificar débitos, garantindo que a baixa no sistema ocorra de forma legítima após a quitação correta da guia oficial.