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Indecisão de 32% mantém aberta disputa por vagas do DF na Câmara Federal

Pesquisa Igape registra Fred Linhares com 6,9% e revela proximidade entre diferentes candidaturas, com Carlos Dalvan em 1,9% e Izalci Lucas e Sandro Avelar com 1,7% cada

A disputa pelas vagas do Distrito Federal na Câmara dos Deputados chega à reta final da campanha com um componente capaz de alterar significativamente o quadro atual: quase um terço dos eleitores ainda não indicou em quem pretende votar. Na pesquisa do Instituto Igape divulgada neste domingo (20), 32% dos entrevistados não souberam ou não opinaram sobre a escolha para deputado federal. 

Entre os nomes citados, Fred Linhares registra 6,9%. Rafael Prudente aparece com 4,7%, seguido por Júlio César, com 4,6%, Fábio Felix, com 4,5%, e Gilvan Patrulha do Consumidor, com 4,1%. 

A sequência do levantamento mostra Rollemberg com 3,3%, enquanto Alberto Fraga e Zé Humberto têm 3,2% cada. Agnelo Queiroz registra 2,9%, Cris Britto aparece com 2,4% e Professor Reginaldo Veras tem 2,1%. 

Trajetórias diferentes aparecem próximas

Outro trecho da pesquisa reúne candidatos com históricos políticos distintos em percentuais bastante próximos. Carlos Dalvan registra 1,9%. Izalci Lucas e Sandro Avelar aparecem logo depois, ambos com 1,7%. 

O resultado coloca Avelar, ex secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, numericamente no mesmo percentual de Izalci, que acumula uma trajetória de vários mandatos na política brasiliense. Carlos Dalvan está dois décimos acima dos dois.

A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Por isso, a diferença numérica entre esses candidatos deve ser observada dentro dos limites estatísticos do levantamento e não permite estabelecer vantagem significativa entre eles. 

Para Avelar, a pesquisa acrescenta mais um registro de seu nome no atual processo eleitoral depois da passagem pelo comando da Segurança Pública do DF. O ex secretário participou das administrações de Ibaneis Rocha e Celina Leão antes de entrar na disputa por uma cadeira na Câmara Federal.

O levantamento, no entanto, não investigou os motivos que levaram os entrevistados a citar cada candidato. Dessa forma, qualquer relação entre os percentuais registrados e a trajetória administrativa dos concorrentes constitui interpretação política, e não uma conclusão produzida pela pesquisa.

Quase um terço ainda sem candidato

Mais do que as pequenas diferenças entre vários nomes, o percentual de eleitores ainda sem escolha definida permanece como um dos principais dados da pesquisa para deputado federal. Os 32% de entrevistados que não souberam ou não opinaram representam uma parcela superior ao percentual individual de qualquer candidato apresentado no levantamento. Outros 3,5% declararam voto branco ou nulo. 

A fotografia eleitoral também precisa ser analisada considerando as regras da eleição proporcional. A votação individual é apenas uma das variáveis para a definição das cadeiras, que também considera o desempenho de partidos e federações.

No cenário para o Governo do Distrito Federal, a mesma pesquisa registra Celina Leão com 41,5% das intenções de voto na consulta estimulada. José Roberto Arruda aparece com 16,3% e Leandro Grass com 15,8%. Como apenas meio ponto percentual separa Arruda e Grass, a diferença está dentro da margem de erro. 

A pesquisa Igape ouviu 2 mil eleitores do Distrito Federal entre os dias 15 e 19 de setembro. A margem de erro informada é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número DF 09868/2026. 

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