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Governo investiga “jogo sujo” e suspeita de monopólio no futebol mexicano

Órgão que combate a concorrência desleal quer saber se grandes entidades estão controlando o mercado de forma injusta; multas podem ser bilionárias.
CIDADE DO MÉXICO – A Comissão Nacional Antimonopólio (CNA) do México abriu uma investigação oficial para apurar se o futebol profissional do país está sofrendo com a falta de concorrência e o abuso de poder econômico. O órgão, que funciona como um “fiscal do mercado” para garantir que nenhuma empresa mande em tudo sozinha, tomou a decisão após receber várias reclamações de torcedores e acompanhar denúncias de que práticas injustas estariam prejudicando o esporte no país.
A investigação vai olhar de perto como funciona a organização, a filiação e o acesso aos campeonatos profissionais. O futebol mexe com muito dinheiro: só em 2024, a indústria movimentou mais de 52 bilhões de pesos no México e gerou 150 mil empregos. Além disso, o país tem a segunda maior torcida do mundo, levando 250 mil pessoas aos estádios a cada fim de semana, e a final da Copa do Mundo de 2026 foi vista por 30,5 milhões de mexicanos.

O governo explicou que a investigação não significa que alguém já seja culpado. Porém, se o veredito final apontar que houve “jogo sujo” para prejudicar a concorrência, as punições serão pesadas. As regras locais permitem aplicar multas de até 10% de todo o faturamento anual das empresas ou clubes envolvidos, além de obrigá-los a acabar imediatamente com as práticas proibidas.

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