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Investigação aponta falhas graves na segurança do Atakarejo após morte de tio e sobrinho

Investigação aponta falhas graves na segurança do Atakarejo após morte de tio e sobrinho
Reprodução / g1.globo.com

A Polícia Civil da Bahia avançou nas investigações sobre o brutal assassinato de Bruno Barros e Yan Barros da Silva, ocorridos em abril. O caso, que chocou a capital baiana, revelou uma dinâmica criminosa onde seguranças de um supermercado teriam entregado os suspeitos de furto a traficantes locais em vez de acionar as autoridades competentes.

Falhas operacionais e a entrega de suspeitos ao crime

Segundo a delegada Andréa Ribeiro, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, as investigações confirmaram que os seguranças do Atakarejo mantiveram as vítimas em uma sala interna após o flagrante de furto de carne. Em vez de seguir o protocolo legal, os funcionários teriam acionado traficantes da região do Nordeste de Amaralina.

Relatos indicam que os seguranças chegaram a cobrar R$ 700 para liberar a dupla. Após o pagamento não ter impedido o desfecho trágico, tio e sobrinho foram levados para o bairro da Polêmica, onde foram torturados e executados. A polícia trabalha agora para delimitar a responsabilidade jurídica do estabelecimento comercial no episódio.

Responsabilização civil e histórico de violência

O secretário de Segurança Pública da Bahia, Ricardo César Mandarino, classificou a postura do supermercado como, no mínimo, leniente. O gestor destacou que a empresa não possui poder de polícia e tinha a obrigação legal de contatar as forças de segurança pública diante da ocorrência de furto.

A investigação revelou ainda um padrão preocupante: uma adolescente de 15 anos teria sofrido agressões semelhantes dentro do mesmo supermercado em outubro do ano anterior. O caso, que não foi denunciado na época por medo da vítima, reforça a tese de que a empresa falhou sistematicamente em coibir abusos cometidos por sua equipe terceirizada.

Desdobramentos da operação policial

A operação deflagrada pela polícia resultou na prisão de três seguranças e outros quatro suspeitos ligados ao tráfico de drogas. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos tanto no supermercado quanto em residências no complexo do Nordeste de Amaralina e em municípios vizinhos, como Conceição do Jacuípe.

Em nota oficial, o Atakarejo afirmou que não comenta decisões judiciais e que segue colaborando com as autoridades para o esclarecimento dos fatos. A empresa reiterou sua solidariedade aos familiares das vítimas e enfatizou que não tolera qualquer forma de violência em suas unidades. Mais informações sobre o caso podem ser acompanhadas pelo portal g1 Bahia.

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