O ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido às pressas de sua cela no 19º Batalhão da Polícia Militar para o Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília, na tarde desta sexta-feira, 13 de março de 2026. Segundo boletim médico preliminar, o ex-mandatário apresenta um quadro de infecção pulmonar aguda, com febre persistente e baixa saturação de oxigênio

Foto: Reprodução/X @jairbolsonaro
Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos em regime fechado, já vinha relatando mal-estar e calafrios desde o início da semana. O agravamento dos sintomas levou a equipe médica da unidade prisional a recomendar a remoção imediata para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) visando a realização de exames mais complexos, como tomografia de tórax e exames laboratoriais.
Detalhes do Quadro Clínico e Logística
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Estado de Saúde: Fontes ligadas ao hospital indicam que o quadro é estável, mas requer vigilância devido ao histórico cirúrgico do ex-presidente e sua idade (70 anos). Ele está recebendo oxigenoterapia suplementar e antibióticos por via intravenosa.
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Segurança Reforçada: Uma ala inteira do HFA foi isolada pela Polícia Federal e pela Polícia Militar. A presença de apoiadores em frente ao hospital já é registrada, e a segurança no local foi triplicada para evitar aglomerações e garantir o protocolo de custódia.
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Comunicação da Defesa: Os advogados de Bolsonaro informaram que entrarão com um pedido de prisão domiciliar humanitária ou, ao menos, a manutenção da internação em hospital civil de escolha da família, alegando que a estrutura da “Papudinha” não é adequada para o tratamento de complicações respiratórias.
Repercussão Política
A internação ocorre em um dos momentos mais tensos para o ex-presidente na prisão, coincidindo com o recente cancelamento do visto do assessor americano Darren Beattie e a negativa de visitas internacionais.
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Aliados: Parlamentares da oposição já se manifestam nas redes sociais, classificando a situação como reflexo das “condições psicológicas e físicas degradantes” do cárcere e pedindo orações.
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Governo e Judiciário: O ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal, já solicitou um relatório médico detalhado ao HFA para decidir sobre a permanência do detento no hospital ou o retorno à unidade militar após a estabilização.
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Tensão Diplomática: Nos EUA, o círculo próximo a Donald Trump monitora a situação, o que pode aumentar a pressão externa sobre o Judiciário brasileiro caso o estado de saúde de Bolsonaro se deteriore.
A Secretaria de Saúde do DF e o Comando da PM devem divulgar uma nota conjunta nas próximas horas com o diagnóstico definitivo. A principal suspeita da equipe médica é de uma pneumonia bacteriana, possivelmente agravada pelo clima seco e as variações de temperatura em Brasília.