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Vídeo: Manifestantes satanistas ligados ao movimento LGBT na semana Santa gera revolta na web.

Vídeo: Manifestantes satanistas ligados ao movimento LGBT na semana Santa gera revolta na web.

Em Bogotá na Colômbia a Semana Santa não faltava fé. Faltou freio. Enquanto famílias percorriam igrejas na tradicional visita aos templos, um outro tipo de “procissão” atravessou o caminho. E ali, no mesmo espaço, duas realidades se encontraram e não em harmonia.

O episódio aconteceu no chamado “Septimazo”, na Carrera Séptima, em plena Quinta-feira Santa, 3 de abril de 2026. De um lado, fiéis em silêncio. Do outro, um grupo vestido de preto, associado nas redes a uma manifestação de caráter provocativo, com elementos que muitos relacionaram a pautas contemporâneas de identidade e contestação.

O ponto de maior tensão foi em frente à Igreja de São Francisco . Paroquianos, comerciantes e participantes do ato ficaram frente a frente. Vídeos mostram discussão, gritos e um ambiente que saiu rapidamente do desconforto para o risco de confronto direto.

E quando a polícia entra para evitar conflito, não para investigar crime, o recado já está dado: o problema ali não é jurídico. É social.

A cena ganha outro peso porque não foi em qualquer dia. Foi no coração de uma celebração religiosa. E isso muda a leitura. Porque contexto não é detalhe. É o que transforma manifestação em provocação.

O vereador Andrés Barrios, do Centro Democrático, reagiu com dureza. Disse que o episódio reflete um tipo de agenda que, segundo ele, não tolera a fé e transforma crenças em alvo. Criticou o que chamou de incoerência entre o discurso de respeito e a prática.

Na mesma linha, o advogado e então candidato presidencial Abelardo de la Espriella também se manifestou. Classificou o episódio como desrespeitoso e apontou uma confusão crescente entre liberdade e excesso.

Até aqui, não há confirmação oficial sobre qual grupo organizou o ato. Nenhuma entidade assumiu formalmente. Ainda assim, observadores notaram a presença de símbolos e estéticas frequentemente associados a movimentos identitários — alguns deles ligados, de forma indireta, a pautas LGBT o que ajudou a impulsionar ainda mais o debate nas redes.

Mas, no fim, o impacto não depende de rótulo. Depende do gesto. E o gesto foi claro: intervir no espaço religioso no momento mais sensível dele.

Há quem defenda como liberdade de expressão. E, no campo jurídico, é um argumento válido. Mas liberdade nunca significou ausência de leitura de ambiente. Nem ausência de consequência social.

O problema começa quando o protesto deixa de ser expressão e vira encenação calculada. Quando escolhe, com precisão, o símbolo, o momento e o local que mais vão gerar reação. Isso não é improviso. É estratégia.

E o ciclo é previsível: provocação, indignação, viralização. Sem reação, não há alcance. Sem conflito, não há visibilidade.

Do outro lado, a reação também não nasce do nada. Ela vem de um acúmulo de episódios em que a fé deixa de ser respeitada e passa a ser usada como instrumento de impacto.

E aí surge a linha. Não escrita em lei, mas clara na convivência: nem tudo precisa virar palco.

No fim, a pergunta permanece, direta e incômoda: precisava?

Confira o vídeo:

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