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Meta avança no mercado de inteligência artificial com lançamento do Muse Wonder

Meta avança no mercado de inteligência artificial com lançamento do Muse Wonder

A Meta oficializou nesta segunda-feira (12) a chegada de seus novos modelos de inteligência artificial, batizados de Muse Wonder e Muse Wonder Full. A iniciativa marca uma ofensiva direta da companhia liderada por Mark Zuckerberg para rivalizar com gigantes do setor, como a OpenAI e a Anthropic, consolidando sua posição na corrida tecnológica global.

Desempenho e capacidade técnica do Muse Wonder

De acordo com informações divulgadas pela própria empresa, os novos modelos apresentam um desempenho competitivo em testes de raciocínio, escrita e programação. A Meta classificou a linha Muse Wonder como seus sistemas mais avançados até o momento, projetados especificamente para atuar como modelos de fronteira, que demandam uma capacidade computacional superior.

A versão Muse Wonder Full, que oferece maior potência de processamento, será disponibilizada exclusivamente para assinantes do Muse Code, a ferramenta de programação assistida por IA da organização. A empresa confirmou ainda que o modelo padrão passará a integrar funcionalidades do aplicativo Muse, que permite aos usuários delegar tarefas complexas a agentes autônomos em diversos programas e plataformas digitais.

Contexto estratégico e desenvolvimento interno

O lançamento ocorre após um período de reestruturação profunda na divisão de inteligência artificial da Meta, iniciada no ano passado por Mark Zuckerberg. O desenvolvimento do projeto, que era conhecido internamente pelo codinome Watermelon, enfrentou desafios operacionais, incluindo uma interrupção na fase de pré-treinamento ocorrida em julho.

A trajetória da tecnologia ganhou tração após a contratação de Alexandr Wang, fundador da startup Scale AI, que assumiu o cargo de diretor de IA em junho de 2025. Desde então, a companhia tem acelerado a implementação de ferramentas de IA para sua base global de 3,5 bilhões de usuários, abrangendo redes sociais como Instagram, Facebook e WhatsApp, conforme detalhado em reportagem do The New York Times.

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