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Mistério em Caldas Novas: Corretora de Imóveis Desaparece no Subsolo de Edifício

Mistério em Caldas Novas: Corretora de Imóveis Desaparece no Subsolo de Edifício

O desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, completa quase 30 dias sob forte mistério e mobilização das autoridades em Caldas Novas, Goiás. O caso, que ganhou repercussão nacional nesta semana, ocorreu na noite de 17 de dezembro de 2025, após a mulher descer ao subsolo do prédio onde morava para verificar uma queda de energia em sua unidade. Imagens do circuito interno de TV mostram o momento em que ela entra no elevador e conversa com outro morador, mas, desde que as portas se abriram no pavimento inferior, não há qualquer registro de seu retorno ou saída do edifício.

A corretora de imóveis, Daiane Alves Souza, 43 anos, está desaparecida desde dezembro de 2025, após descer até o subsolo do prédio em que mora em Caldas Novas, interior de Goiás. • Câmera de Segurança/Reprodução

As investigações da Polícia Civil revelam que Daiane estava gravando vídeos em seu celular no momento do sumiço. Em um deles, enviado para uma amiga, ela registrou a falta de luz no apartamento e o trajeto até a portaria, onde questionou funcionários sobre o problema. De acordo com a família, a corretora chegou a iniciar uma nova gravação enquanto descia para o subsolo para religar o disjuntor de energia  uma prática considerada comum no condomínio , mas este último arquivo nunca chegou a ser enviado para ninguém.

A família descarta a hipótese de uma partida voluntária, destacando que Daiane deixou a porta do apartamento destrancada, usava roupas simples e chinelos, e não levou pertences pessoais ou documentos. Além disso, seu veículo estava em uma oficina em Uberlândia, sua cidade natal, o que reforça a tese de que ela não pretendia deixar o local naquela noite. A mãe da corretora, Nilse Alves Pontes, questiona a ausência de imagens adicionais em um prédio de grande porte, com 165 apartamentos e diversas câmeras de monitoramento.

Ela seguiu gravando um novo vídeo com o seu celular, mas esse último vídeo, nunca foi enviado à amiga • Câmera de Segurança/Reprodução

A Polícia Civil trabalha com diversas linhas de investigação e já colheu depoimentos de moradores e funcionários do condomínio. Entre as hipóteses apuradas está a possibilidade de a corretora ter sido retirada do prédio por um veículo através da garagem, aproveitando pontos cegos do sistema de segurança. Relatos da família indicam também que Daiane enfrentava desentendimentos judiciais com outros moradores e com o síndico do edifício, detalhes que estão sendo analisados pelos investigadores sob sigilo de Justiça.

Enquanto o paradeiro de Daiane permanece desconhecido, o caso gera um debate sobre a segurança em condomínios residenciais e a eficácia do monitoramento eletrônico em áreas comuns. A mãe da vítima faz apelos constantes por informações e cobra maior agilidade nas perícias tecnológicas dos dispositivos apreendidos. A cidade de Caldas Novas, conhecido polo turístico, acompanha o desfecho das buscas que, até o momento, não produziram pistas concretas sobre o que aconteceu após a abertura das portas do elevador no subsolo.

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