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Música brasileira perde Benito di Paula, um dos grandes nomes do samba romântico, aos 84 anos

Cantor e pianista morreu neste domingo (18), em São Paulo, após enfrentar um câncer durante aproximadamente um ano; artista deixa legado de sucessos que marcaram gerações

A música popular brasileira perdeu neste domingo (18) um de seus artistas mais conhecidos. O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu aos 84 anos, em São Paulo, em decorrência de um câncer contra o qual lutava havia aproximadamente um ano. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do artista.

Dono de um estilo musical inconfundível, Benito construiu uma trajetória marcada pela combinação do samba com elementos da música romântica e popular. Suas interpretações conquistaram diferentes gerações e ajudaram a consolidar seu nome entre os grandes representantes da música brasileira.

Nascido Uday Vellozo, em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, o artista iniciou a carreira ainda jovem, apresentando-se em hotéis e casas noturnas da capital fluminense.

Posteriormente, mudou-se para São Paulo, cidade onde estabeleceu residência e desenvolveu grande parte de sua trajetória profissional.

Ao longo de décadas dedicadas à música, Benito di Paula lançou mais de 35 discos, incluindo álbuns de estúdio, gravações ao vivo e coletâneas que reuniram seus principais sucessos.

Entre as canções mais conhecidas estão “Retalhos de Cetim”, “Do Jeito Que a Vida Quer” e “Ah! Como Eu Amei”, músicas que se tornaram referências de seu repertório e permaneceram presentes na memória afetiva de milhares de admiradores.

Sua maneira de interpretar, acompanhada pelo piano e por arranjos que aproximavam o samba da música romântica, tornou-se uma característica marcante de suas apresentações.

Em 2025, Benito recebeu uma homenagem especial da escola de samba Águia de Ouro, durante o Carnaval de São Paulo. A celebração reconheceu sua contribuição para a cultura brasileira e emocionou o artista.

Na ocasião, o cantor demonstrou gratidão pelo reconhecimento e pelo carinho recebido do público, em um dos momentos de destaque de seus últimos anos de vida.

A relação de Benito com a música também esteve presente em sua família. Seu filho Rodrigo Vellozo seguiu a carreira artística como cantor e pianista e costumava dividir o palco com o pai em apresentações musicais.

Após a confirmação da morte, Rodrigo publicou uma homenagem nas redes sociais, expressando a saudade e o agradecimento pela convivência com o artista.

“Te amo, papai! Obrigado!”, escreveu o filho.

Benito também era pai de André Vancellote Vellozo, que morreu em 2019, aos 36 anos, no Rio de Janeiro.

A morte do cantor encerra uma trajetória de décadas dedicada à música nacional, marcada por composições que atravessaram gerações e ajudaram a popularizar uma vertente romântica do samba.

Com sua voz característica, presença ao piano e repertório consagrado, Benito di Paula deixa uma contribuição importante para a história da música popular brasileira.

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