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O Mais Sanguinário dos Capos”: PF Celebra Prisão de Adilsinho no Rio

O Mais Sanguinário dos Capos”: PF Celebra Prisão de Adilsinho no Rio

A Polícia Federal classificou a prisão do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, como o golpe mais contundente desferido contra a cúpula do crime organizado fluminense em anos. Detido nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, o contraventor era considerado pelas autoridades o “mais sanguinário dos capos” da nova geração da máfia carioca. A captura ocorreu após três tentativas frustradas em operações anteriores, nas quais o suspeito havia conseguido escapar graças a uma sofisticada rede de informantes e monitoramento de forças de segurança.

Investigações apontam que Adilsinho não apenas herdou o espólio da contravenção, mas expandiu seus negócios para a lucrativa máfia do cigarro. Ele é apontado como o líder de uma estrutura que utiliza métodos de extrema violência para garantir o monopólio da venda de cigarros paraguaios em diversas comunidades do Rio de Janeiro. Segundo a PF, o bicheiro impunha um “regime de terror”, ordenando execuções de rivais e até de aliados que questionassem suas decisões financeiras, consolidando um poder que misturava táticas de milícia com a tradição do jogo do bicho.

A operação que resultou na prisão foi fruto de um trabalho de inteligência que durou oito meses, envolvendo o cruzamento de dados bancários e o rastreamento de comunicações encriptadas. O “baque” na estrutura criminosa é visto como sistêmico, pois Adilsinho era o principal articulador logístico entre o fornecimento de mercadorias contrabandeadas na fronteira e a distribuição capilarizada no Rio. Com sua retirada das ruas, a polícia acredita que haverá uma desestabilização imediata no fluxo de caixa da organização, que movimentava milhões de reais semanalmente por meio de lavagem de dinheiro em empresas de fachada.

Além do impacto financeiro, a prisão representa uma vitória simbólica para o Ministério da Justiça no Rio de Janeiro. Autoridades afirmam que o isolamento de Adilsinho em um presídio federal de segurança máxima é o próximo passo estratégico para evitar que ele continue comandando as operações de dentro da cela. A PF agora foca em identificar os “colarinhos brancos” e agentes públicos que facilitavam a fuga do bicheiro, buscando desmantelar a rede de corrupção que permitiu que ele permanecesse foragido por tanto tempo enquanto expandia seu império de sangue.

O clima na cúpula da segurança pública é de cautela, prevendo-se uma possível disputa por territórios deixados vagos pela prisão do bicheiro. O policiamento em áreas sob influência de Adilsinho foi reforçado para conter eventuais retaliações ou tentativas de tomada de poder por grupos rivais. Enquanto o processo judicial avança, a sociedade civil e os órgãos de controle observam atentamente se esta prisão será definitiva ou se, como em casos anteriores da contravenção, haverá brechas jurídicas que permitam o retorno do “capo” ao comando da máfia do cigarro.

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