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Palmeiras segue o Flamengo e vai ao STF contra Medida Provisória que proíbe as bets; Cruzeiro pode ser o próximo

Pedro Lourenço, dono da SAF mineira, endossa críticas de Bap sobre perda ‘muito grande’ e avalia seguir o mesmo caminho jurídico. Verdão pedirá ingresso como amicus curiae em ação sob relatoria de Luiz Fux.

A reação do futebol brasileiro contra a Medida Provisória nº 1.394/2026, que determinou a proibição total das empresas de apostas esportivas (bets) no país, ganhou força de coalizão nacional. Após o Flamengo ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF), o Palmeiras confirmou que acionará a Corte nesta semana. O bloco pode ganhar o reforço do Cruzeiro nos próximos dias: o empresário Pedro Lourenço, dono da SAF da Raposa, sinalizou que estuda o cenário e cogita formalizar o recurso jurídico.

“Pedrinho” endossou abertamente as fortes declarações de Luiz Eduardo Baptista (Bap), mandatário do Flamengo, sobre o impacto devastador nas receitas do futebol brasileiro.

Ecoando as preocupações do colega, Pedro Lourenço classificou a perda das receitas de patrocínio das bets como “muito grande” e indicou que o Cruzeiro avalia a situação de perto, podendo seguir o mesmo caminho de Flamengo e Palmeiras no Supremo. A diretoria celeste analisa o impacto em seus balanços antes de tomar uma decisão definitiva.

Pressão individualizada no Supremo

A estratégia dos principais clubes nacionais mudou após debates internos. Em vez de uma representação unificada por meio de blocos comerciais ou confederações, concluiu-se que múltiplas manifestações no modelo amicus curiae (amigo da Corte) darão maior visibilidade institucional e peso político dentro do tribunal.

O Palmeiras pedirá o ingresso na ação relatada pelo ministro Luiz Fux nos próximos dias. O processo original, movido pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), argumenta que o Governo Federal extinguiu abruptamente um mercado regulamentado sem apresentar a urgência técnica necessária.

O argumento da quebra de contratos

Em sua petição oficial referente à ADI nº 8.027/DF, o Flamengo argumenta que a MP asfixia de forma imediata o financiamento do desporto e rompe com os princípios constitucionais de segurança jurídica e proteção da confiança.

As diretorias reiteram que não se opõem ao aperfeiçoamento da fiscalização contra a lavagem de dinheiro ou o mercado ilegal, mas atacam o encerramento drástico de contratos firmados sob regras estabelecidas pelo próprio Estado. O ministro Luiz Fux deve analisar as liminares e os pedidos de intervenção ao longo da semana, definindo os rumos orçamentários do futebol brasileiro para as próximas temporadas.

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