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“Pânico 7” – Entre o peso da nostalgia e a reinvenção necessária de Ghostface

“Pânico 7” – Entre o peso da nostalgia e a reinvenção necessária de Ghostface

Trinta anos após a estreia do longa original que redefiniu o horror moderno, a franquia Pânico retorna aos cinemas com seu sétimo capítulo, enfrentando um dos maiores desafios de sua trajetória, provar que ainda possui fôlego criativo após sucessivas trocas de elenco e diretores.

O novo filme chega aos cinemas sob uma atmosfera de expectativa e ceticismo, prometendo, ou tentando equilibrar o legado de Sidney Prescott com os rumos incertos da série.

O filme marca o retorno de Neve Campbell, um movimento que a utiliza como âncora emocional para uma narrativa que busca se distanciar das polêmicas de bastidores que marcaram a pré-produção, sem a presença das irmãs Carpenter (Melissa Barrera e Jenna Ortega), o roteiro precisa trabalhar dobrado para estabelecer novos focos de interesse enquanto mantém o jogo de “quem é o assassino” que é a marca registrada da série.

Visualmente, a direção mantém o dinamismo que caracteriza a “nova fase” da franquia, com sequências de perseguição que homenageiam o cinema slasher dos anos 90, mas com uma lente contemporânea, o Ghostface, por sua vez, aparece aqui de forma mais calculista.

O roteiro aposta novamente na linguagem característica fundamental da saga desde 1997, provocando o público sobre o estado atual do horror e a exaustão das franquias que insistem em se perpetuar.

A grande questão que o filme coloca para o espectador é: a fórmula ainda funciona? Pânico 7 consegue entregar sustos competentes e reviravoltas satisfatórias, mas não esconde as cicatrizes de um desenvolvimento turbulento, o ritmo, por vezes, oscila entre a necessidade de homenagear a história e a pressa em construir algo novo, deixando alguns arcos de personagens coadjuvantes menos memoráveis do que gostaríamos.

Ainda que não atinja o impacto cultural do original, Pânico 7 é um exercício de resiliência, para os fãs de longa data, é uma oportunidade de ver a “final girl” por excelência retomar o protagonismo, para os novos, é um lembrete de que, mesmo após três décadas, o terror ainda tem espaço para zombar de si mesmo enquanto te mantém na ponta da cadeira.

É, acima de tudo, uma celebração de uma marca que se recusa a morrer mesmo quando todos os indícios apontam o contrário.

Nota 3.5/5

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