Em primeiro lugar, o senador Flávio Bolsonaro protocolou uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG). O documento, endereçado ao ministro Luiz Fux, solicita o reconhecimento da competência da Corte para apurar a conduta dos parlamentares governistas e o envio imediato das acusações à Procuradoria-Geral da República (PGR) para abertura de inquérito policial. Para acompanhar o desenrolar das disputas judiciais em Brasília, acesse a nossa página de Política.
Além de apontar a prática do crime de denunciação caluniosa, a banca de advogados do senador argumenta que os dois deputados utilizam representações judiciais e administrativas como instrumentos de desgaste político e contaminação da opinião pública. Ao todo, a petição contabiliza 18 acionações promovidas por Lindbergh e duas assinadas por Rogério Correia contra o parlamentar.
Apontamentos da Defesa e Alegação de Denunciação Caluniosa
Em segundo lugar, a peça defensiva sustenta que os parlamentares do PT acionaram reiteradamente instâncias de controle sabendo da inocência do representado ou da ausência de elementos probatórios mínimos. De acordo com os advogados, essa conduta sistemática excede os limites da imunidade parlamentar e configura o tipo penal previsto no artigo 339 do Código Penal.
Nesse sentido, a notícia-crime reúne episódios em que representações formuladas pelos petistas provocaram abertura de procedimentos formais posteriormente arquivados por falta de justa causa.
Entre as principais acusações infundadas listadas na petição enviada ao STF, destacam-se:
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Mansão em Angra dos Reis: Tentativa de vincular a compra do imóvel a irregularidades sem a demonstração de qualquer indício probatório.
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Acusações de Relação com Milícias: Imputação reiterada de ligações com grupos paramilitares sem suporte fático.
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Lei do Licenciamento Ambiental: Alegações de que o senador teria atuado na tramitação da matéria legislativa para favorecer instituições financeiras privadas.
“A utilização reiterada do aparato estatal para instaurar investigações infundadas contra adversários políticos atenta contra a própria administração da Justiça e exige pronta resposta penal.” — Trecho do requerimento protocolado no STF
Rito Processual no STF e Próximos Passos da Notícia-Crime
Por outro lado, o recebimento do pedido pelo ministro Luiz Fux inaugura a fase de avaliação preliminar sobre a distribuição do feito no tribunal. Cabe ao relator analisar se os fatos narrados possuem relação direta com procedimentos em andamento sob sua relatoria ou se o caso deve passar por redistribuição entre os integrantes da Corte.

A tramitação da representação seguirá as seguintes fases procedimentais no Supremo:
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Análise de Competência: Verificação monocrática do ministro Luiz Fux sobre a prevenção do caso no STF.
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Manifestação da PGR: Envio dos autos ao Procurador-Geral da República para parecer sobre a abertura do inquérito policial.
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Notificação dos Deputados: Concessão de prazo legal para que Lindbergh Farias e Rogério Correia apresentem esclarecimentos.
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Decisão sobre a Instauração: Deliberação quanto ao início formal da investigação policial contra os parlamentares.
Consequentemente, o acionamento de Luiz Fux eleva a tensão entre as bancadas de oposição e situação no Congresso Nacional, trazendo novos desdobramentos para o cenário jurídico em Brasília. Para acompanhar as notícias mais recentes do Poder Judiciário, consulte nossa seção de Brasil.
Assim, a petição protocolada por Flávio Bolsonaro pressiona as instâncias superiores por uma delimitação clara entre o debate político e o uso do sistema de Justiça contra opositores.