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Quatro nomes ganham espaço e ampliam movimentação na disputa por vagas federais no DF

Nova pesquisa de intenção de voto mostra manutenção dos três primeiros colocados e revela avanço de candidaturas que começam a ocupar posições de maior destaque na corrida pela Câmara dos Deputados

A corrida pelas oito cadeiras do Distrito Federal na Câmara dos Deputados começa a apresentar movimentos importantes a menos de um mês das eleições. Pesquisa divulgada neste domingo, 6 de setembro, mostra a permanência de nomes que ocupam as primeiras posições desde o período das pré-candidaturas, mas também aponta o crescimento de candidaturas que passam a ganhar maior espaço no cenário eleitoral.

Fred Linhares, Rafael Prudente e Júlio César aparecem nas três primeiras posições do levantamento. O trio vem conseguindo permanecer entre os nomes mais competitivos desde o início da movimentação eleitoral e, na pesquisa mais recente, registra respectivamente 11,4%, 5% e 4,9% das intenções de voto.

A pesquisa foi contratada pela TV Atual, afiliada da Record News, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número DF-07879/2026.

Além da estabilidade na parte superior da pesquisa, outro movimento chama atenção. Carlos Dalvan, Sandro Avelar, Agaciel Maia e Ruth Venceremos aparecem agora em posições que aumentam a visibilidade de suas candidaturas e colocam os quatro nomes entre os que merecem atenção na reta decisiva da disputa.

Entre eles, o desempenho de Sandro Avelar ganha uma característica particular. Delegado da Polícia Federal e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Avelar chega à campanha depois de ter ocupado um dos cargos de maior exposição do governo local sem transformar a função em plataforma antecipada para uma candidatura.

Durante o período em que esteve à frente da Secretaria de Segurança Pública, manteve uma atuação predominantemente técnica e institucional. Mesmo comandando uma área com forte presença no cotidiano da população e exposição frequente na imprensa, Avelar não utilizou o posto para fazer referências públicas a uma futura candidatura ou construir, a partir do cargo, um discurso eleitoral antecipado.

Essa característica diferencia sua trajetória de fenômenos observados em outras regiões do país, onde integrantes das forças de segurança construíram grande presença nas redes sociais e converteram a exposição pública em capital político. No caso de Avelar, a entrada efetiva na disputa eleitoral ocorreu posteriormente ao período em que comandou a segurança do Distrito Federal.

Agora candidato à Câmara dos Deputados, o ex-secretário começa a aparecer com maior relevância no quadro eleitoral, indicando que parte do reconhecimento conquistado durante sua trajetória profissional pode estar chegando às urnas sem que tenha existido, durante sua passagem pela secretaria, uma campanha política paralela ao exercício da função.

Carlos Dalvan e Agaciel Maia também aparecem entre os nomes que avançam no cenário. Agaciel retorna à disputa carregando experiência acumulada na vida pública e passa a integrar novamente o grupo de candidaturas que começam a chamar atenção na corrida pelas vagas destinadas ao Distrito Federal.

Ruth Venceremos completa esse movimento. Representante da comunidade LGBTQIAPN+, a candidata também ganha espaço no levantamento e acrescenta outro perfil à disputa, marcada por 164 candidatos concorrendo a apenas oito cadeiras na Câmara dos Deputados.

O número de eleitores ainda sem candidato definido, porém, mostra que o cenário permanece aberto. Segundo a pesquisa, 30,2% dos entrevistados disseram não saber em quem votar ou preferiram não apresentar uma escolha. É uma parcela suficientemente grande para provocar alterações importantes nas posições até o dia da eleição.

Nesse ambiente, a manutenção de Fred Linhares, Rafael Prudente e Júlio César nas três primeiras colocações demonstra uma consolidação que vem atravessando diferentes momentos da campanha. Ao mesmo tempo, a presença crescente de Carlos Dalvan, Sandro Avelar, Agaciel Maia e Ruth Venceremos revela que a disputa começa a ganhar novos protagonistas.

Para Avelar, especialmente, o momento representa uma mudança significativa de ambiente. Depois de uma passagem pela Segurança Pública marcada pela postura técnica e sem antecipação pública de projeto eleitoral enquanto ocupava o cargo, o delegado entra agora definitivamente no terreno político e começa a medir nas pesquisas o alcance de seu nome junto ao eleitor.

Com oito vagas disponíveis e um contingente expressivo de indecisos, a fotografia apresentada neste momento ainda está longe de definir a composição da futura bancada do Distrito Federal. Mas já oferece um sinal importante: enquanto os primeiros colocados procuram preservar posições construídas ao longo da campanha, novos nomes começam a encurtar distâncias e transformar uma disputa numerosa em uma corrida cada vez mais competitiva.

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