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Real Madrid vence Elche por 3 a 2 com gol nos acréscimos após noite de forte tensão nos bastidores


O Real Madrid viveu uma noite de pura eletricidade, tanto fora quanto dentro de campo. Antes mesmo de a bola rolar contra o Elche pela LaLiga, o clima já era de forte tensão nos bastidores.

Os jogadores Kylian Mbappé, Vinícius Júnior e Ibrahima Konaté recusaram-se a vestir uma camisa de aquecimento com a mensagem “Todos somos caballas”, parte de uma campanha de apoio à cidade de Ceuta. O episódio gerou debate na Espanha entre críticos que exigem responsabilidade social dos atletas e defensores da neutralidade política dos jogadores, como o Real Madrid e a imprensa local.

Os Bastidores da Polêmica segundo o jornal MARCA

De acordo com os detalhes publicados pelo MARCA, a iniciativa partiu da Associação Valenciana de Empresários (AVE) com o aval da LaLiga, buscando dar apoio territorial e social a Ceuta após as severas crises migratórias na região. O termo “caballas” usado na estampa é o gentilício oficial aceito pela Real Academia Espanhola para se referir aos cidadãos ceutenses.

A reportagem revelou as câmeras capturando o momento exato no túnel em que o roupeiro do Real Madrid entregou as peças brancas aos atletas. No entanto, contrariando o protocolo seguido pelo Elche, o trio merengue se negou a exibi-las integralmente. Ibrahima Konaté entrou em campo carregando a vestimenta dobrada nas mãos, sem abri-la. Já Kylian Mbappé e Vinícius Júnior subiram ao gramado com o tecido enrolado e amarrado na altura do peito, impedindo a leitura da mensagem principal, e arrancaram as peças imediatamente após a foto oficial da equipe, antes mesmo dos cumprimentos protocolares.

O comportamento gerou duras críticas de comentaristas de rádio na Espanha, que classificaram o ato como “um fato grave”. O Real Madrid, por sua vez, explicou que a ação partiu de uma decisão pessoal e de visões de mundo individuais de seus atletas, que preferiram não atrelar suas imagens a um tema que envolve complexas disputas geopolíticas e fronteiriças entre a Espanha e o Marrocos.

 O Jogo: Início avassalador e apagão técnico

Quando a bola rolou no Martínez Valero, parecia que o Real Madrid deixaria a polêmica para trás com facilidade. O time começou com tudo e abriu 2 a 0 no placar ainda no primeiro tempo, mostrando muita superioridade com gols de Arda Güler e do próprio Kylian Mbappé.

Porém, o que parecia uma vitória tranquila virou um verdadeiro drama no segundo tempo. O Real Madrid voltou desligado e adotou uma postura muito passiva em campo. O Elche aproveitou esse apagão dos Merengues e reagiu bravamente. Abiel Osorio diminuiu o placar e, pouco tempo depois, Fernando Niño marcou o gol de empate, deixando a torcida em completo choque.

Alívio nos acréscimos

A equipe do Real Madrid passou a sofrer muito na partida, mostrando grande desorganização defensiva e gerando impaciência. O fantasma de um tropeço vergonhoso contra um adversário teoricamente mais fraco era real.

A salvação só veio nos minutos finais. Já nos acréscimos do segundo tempo, o jovem atacante Carlos Espí aproveitou uma chance de ouro para balançar as redes. Ele selou o placar em 3 a 2 e garantiu uma vitória heroica, mas que deixou lições claras sobre a instabilidade da equipe no campeonato.
Agora, o elenco merengue precisa virar a página rapidamente e corrigir os erros defensivos apresentados. O triunfo magro serve como alerta máximo para o próximo compromisso da equipe: neste fim de semana, o Real Madrid enfrenta o seu grande rival de futebol no aguardado Clássico de Madri contra o Atlético de Madrid. Um confronto de peso que não permitirá novos apagões se o time quiser se manter firme na caça pela liderança.

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