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Robôs Chineses Dançam até a Final do America’s Got Talent


Sob o comando do engenheiro e dançarino Wu Yufei, androides da Unitree Robotics conquistam o público americano misturando kung fu, acrobatas e música pop.

O palco do America’s Got Talent (AGT), historicamente conhecido por revelar talentos humanos impressionantes, abriu espaço para o futuro do entretenimento. O engenheiro robótico e dançarino chinês Wu Yufei, de 26 anos, avançou para a grande final do programa de TV dos Estados Unidos ao lado de uma equipe de robôs humanoides de última geração.

A performance cativante fundiu a agilidade da inteligência artificial com a expressão artística humana, garantindo uma vaga direta na decisão após receber o cobiçado Live Golden Buzzer da jurada Sofia Vergara.

Do Pop ao Kung Fu

Os androides utilizados na apresentação pertencem à série G1, desenvolvida pela startup chinesa Unitree Robotics. Durante a rotina de dança, os robôs demonstraram um nível inédito de flexibilidade e equilíbrio ao som de músicas como “Abracadabra”, da cantora Lady Gaga. 
A apresentação superou os tradicionais movimentos rígidos associados a máquinas e incluiu: 
    • Golpes de Kung Fu: Chutes, socos e poses marciais sincronizadas com precisão milimétrica.
    • Saltos Mortais: Acrobacias complexas de alto impacto executadas de forma limpa pelos androides.
    • Interação Humana: Uma coreografia fluida em conjunto com dançarinos reais. 

Evolução Surpreendente

Nascido em Sichuan, China, Wu Yufei trabalha diretamente no desenvolvimento de softwares na Unitree Robotics. Ele convenceu a liderança da empresa a apoiar o projeto no programa americano como uma oportunidade de marketing, programando os robôs durante as madrugadas.

Em entrevista após a classificação, Wu comentou sobre o rápido avanço tecnológico. Ele destacou que a capacidade de aprendizado por reforço das máquinas — que permite assimilar coreografias complexas em poucas horas — é “impressionante a ponto de chocar”. Apesar da velocidade do desenvolvimento, o engenheiro reforçou que criou um forte “espírito de equipe” com os androides, afirmando que eles não são apenas “frios e sem vida”.

Rumo ao Prêmio Milionário

Os robôs humanoides bipedais da linha G1 medem cerca de 1,30m e são comercializados por valores que partem de US$ 16.000. A evolução de seu desempenho chamou a atenção nas redes sociais, onde internautas elogiaram a estabilidade dos movimentos e o fato de nenhum dispositivo ter falhado ou caído no palco. 
Agora, a equipe se prepara para disputar a final do America’s Got Talent pelo prêmio de US$ 1 milhão. O grupo promete elevar ainda mais o nível técnico para conquistar o voto decisivo do público.

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