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Vídeo: Bocejo pode deslocar a mandíbula? Entenda o caso de adolescente do DF

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Um simples bocejo pode, sim, provocar uma luxação da mandíbula em algumas pessoas. Foi o que aconteceu com Felipe Santos Firmino, de 14 anos, morador do Distrito Federal. O adolescente teve a mandíbula travada durante um bocejo e precisou passar por atendimento em dois hospitais até conseguir recolocar a articulação no lugar.

O caso chamou atenção nas redes sociais pela situação inusitada, mas especialistas explicam que o problema pode acontecer quando a articulação temporomandibular, conhecida como ATM, ultrapassa seu limite normal de movimento.

Como o bocejo pode tirar a mandíbula do lugar?

Segundo o cirurgião bucomaxilofacial Rodrigo Fromer, a luxação acontece quando o côndilo, estrutura localizada na extremidade da mandíbula, ultrapassa uma região óssea da articulação e fica preso fora da posição habitual.

Algumas pessoas apresentam características anatômicas que favorecem esse deslocamento. Uma articulação com determinada configuração óssea ou ligamentos mais frouxos pode aumentar a possibilidade de a mandíbula ultrapassar o limite durante uma abertura exagerada da boca.

O bocejo pode contribuir justamente porque provoca uma abertura ampla da boca.

Por isso, embora pareça estranho, um movimento cotidiano pode desencadear uma luxação em pessoas que já apresentam alguma predisposição.

Mandíbula pode dar sinais antes de travar

Nem sempre o primeiro sinal aparece quando a mandíbula fica completamente deslocada.

De acordo com o especialista, algumas pessoas apresentam episódios de subluxação antes de uma luxação completa. Nesses casos, existe uma sensação de que a mandíbula vai travar ou sair do lugar, mas a articulação retorna sozinha.

Quem percebe esse tipo de situação repetidamente deve procurar avaliação médica ou odontológica, de preferência com um cirurgião bucomaxilofacial.

Esses episódios podem indicar que existe uma predisposição para novos deslocamentos.

O que fazer quando a mandíbula sai do lugar?

A orientação é procurar atendimento imediatamente.

Uma luxação da mandíbula não deve ser tratada em casa. Segundo o especialista, a própria pessoa não consegue fazer com segurança a redução da articulação.

O profissional responsável por realizar o procedimento é o cirurgião bucomaxilofacial. O atendimento também deve ser feito o quanto antes, porque quanto mais tempo a mandíbula permanece deslocada, maior pode ser a dificuldade para recolocá-la na posição correta.

A demora pode favorecer a contração da musculatura e aumentar a tensão sobre os ligamentos da articulação.

Adolescente precisou passar por dois hospitais no DF

No caso de Felipe, a mandíbula travou enquanto ele estava em casa com a mãe. Segundo o irmão do adolescente, Matteus Santos Firmino, o jovem havia chegado mais cedo da escola, deitou no sofá e começou a bocejar.

Foi nesse momento que a boca travou.

Felipe foi levado inicialmente ao Hospital Regional do Paranoá. De acordo com o relato da família, ele passou por exames, incluindo raio-X e tomografia, mas a unidade não contava naquele momento com um profissional especializado em cirurgia bucomaxilofacial.

O adolescente foi então transferido de ambulância para o Hospital de Base, na Asa Sul, onde recebeu atendimento especializado e teve a mandíbula recolocada no lugar.

Depois do procedimento, ele recebeu orientação para permanecer em repouso por cinco dias.

Dor depois da luxação pode durar alguns dias

Mesmo depois que a mandíbula volta à posição normal, é possível permanecer com dor ou dificuldade para mastigar.

Isso acontece porque a luxação pode provocar estiramento dos ligamentos, contração da musculatura e inflamação na região da articulação.

Durante a recuperação, a orientação citada pelo especialista é priorizar alimentos mais macios e evitar abrir demais a boca.

No caso de Felipe, a família relatou que o adolescente ainda sentia dor ao comer alimentos mais duros e chegou a perceber novamente a sensação de que a mandíbula poderia sair do lugar.

Quem já teve luxação pode ter novamente

Um dos principais pontos de atenção é que uma primeira luxação pode aumentar a chance de novos episódios.

Quando o problema passa a acontecer repetidamente, o paciente precisa ser avaliado para identificar a causa e definir o tratamento mais adequado.

Em situações recorrentes, pode existir indicação de procedimento cirúrgico para corrigir alterações anatômicas da articulação e reduzir o risco de novos deslocamentos.

Segundo Rodrigo Fromer, a chamada luxação recidivante é considerada quando ocorrem três ou mais episódios em um período de seis meses.

Bocejar normalmente não significa que a mandíbula vai sair do lugar

Apesar do caso ter viralizado, isso não significa que bocejar seja perigoso para a maioria das pessoas.

A luxação está mais relacionada à predisposição individual, às características da articulação, à frouxidão dos ligamentos e à abertura excessiva da boca.

Por isso, quem já teve episódios de travamento, sensação de que a mandíbula está saindo do lugar ou deslocamentos anteriores deve procurar avaliação especializada.

No caso de uma mandíbula realmente luxada, a recomendação é não tentar colocá-la no lugar sozinho e procurar atendimento profissional.

Confira o vídeo do caso do Distrito Federal:

Confira o vídeo no Instagram: https://www.instagram.com/reel/DclwzYsuqO6/?stkn=Z21kdHE2ZDNiN2gw

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