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Agressão a enfermeira dentro de hospital público reacende debate sobre segurança dos profissionais de saúde

Agressão a enfermeira dentro de hospital público reacende debate sobre segurança dos profissionais de saúde

10 de agosto de 2026

Agressão a enfermeira dentro de hospital público reacende debate sobre segurança dos profissionais de saúde

 

Ataque ocorreu durante atendimento no Hospital Regional de Samambaia; sindicato pede providências para proteger servidores da rede pública

Um episódio de violência registrado no Hospital Regional de Samambaia (HRSam) voltou a chamar atenção para os riscos enfrentados por profissionais da saúde durante o exercício da profissão. Na noite deste domingo, 9 de agosto, uma enfermeira foi agredida por uma paciente dentro da unidade e precisou registrar ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal.

Segundo informações da profissional, a agressão aconteceu durante o atendimento de classificação de risco, procedimento realizado antes da consulta médica.

Orientação terminou em agressão

A enfermeira Gisella Souza Pereira relatou que a paciente procurou o hospital apresentando sintomas considerados leves, como mal-estar, dor abdominal e desconforto ao urinar.

Após a avaliação inicial, ela foi orientada a buscar atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), já que a clínica médica do Hospital Regional de Samambaia operava com alto nível de ocupação e priorizava pacientes classificados como casos de maior gravidade.

Ainda conforme o relato, a mulher pediu um documento comprovando sua passagem pela unidade. A enfermeira explicou que não poderia emitir atestado, pois não havia ocorrido consulta médica.

Em seguida, a paciente solicitou fotografar informações exibidas na tela do computador utilizado durante o atendimento. Logo depois, passou a filmar a profissional.

Ao pedir que a gravação fosse interrompida, a enfermeira afirma ter sido agredida com diversos socos.

Os golpes atingiram o rosto, pescoço, tórax, braços e mãos.

Caso foi levado à delegacia

Após a agressão, vigilantes do hospital e policiais militares foram acionados para controlar a situação.

As duas envolvidas foram conduzidas à 26ª Delegacia de Polícia, em Samambaia, onde a enfermeira registrou ocorrência.

A Polícia Civil ficará responsável pela investigação dos fatos e pela apuração das circunstâncias do ataque.

Sindicato cobra ações imediatas

O Sindicato das Enfermeiras e dos Enfermeiros do Distrito Federal manifestou apoio à profissional e classificou o episódio como mais um caso de violência contra trabalhadores da saúde.

Segundo a entidade, Gisella possui mais de duas décadas de atuação na enfermagem e trabalha há 19 anos no Hospital Regional de Samambaia.

O sindicato afirmou que a unidade já registrou outras agressões contra servidores e episódios envolvendo pessoas que entraram no hospital portando armas, o que reforça a necessidade de revisão dos protocolos de segurança.

Além do reforço na vigilância, a entidade voltou a defender a ampliação do efetivo de profissionais na rede pública, argumentando que equipes reduzidas também contribuem para o aumento da tensão durante os atendimentos.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal foi procurada para comentar o caso. Até o momento, não havia divulgado posicionamento oficial sobre o episódio.

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