A Anvisa fez um alerta sobre o aumento de golpes que utilizam inteligência artificial para criar vídeos e imagens falsas de médicos e celebridades com o objetivo de vender medicamentos e suplementos nas redes sociais. Segundo o órgão, criminosos recorrem à tecnologia de deepfake para dar credibilidade a produtos clandestinos ou falsificados.
Um levantamento do NetLab/UFRJ revelou que 76% dos anúncios sobre saúde analisados nas plataformas da Meta apresentavam indícios de fraude. Entre os nomes usados sem autorização estão Drauzio Varella, Susana Vieira, Simone Mendes, Fernanda Montenegro e o ex-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres.
A agência reforça que medicamentos só podem ser vendidos por farmácias e drogarias autorizadas, incluindo seus sites oficiais. Também lembra que suplementos alimentares não podem prometer cura, prevenção ou tratamento de doenças.
Para evitar prejuízos e riscos à saúde, a Anvisa recomenda verificar se o profissional de saúde é registrado, confirmar se o medicamento ou suplemento está regularizado e desconfiar de anúncios que prometem resultados milagrosos ou utilizam supostos depoimentos de famosos. O órgão destaca ainda que produtos vendidos como “experimentais” ou “para pesquisa” não devem ser comercializados ao público.
Por fim, a Anvisa orienta que decisões sobre tratamentos devem ser tomadas com acompanhamento de profissionais de saúde, já que recomendações vistas nas redes sociais podem não ser adequadas para todos os pacientes.