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Tebas classifica interferência de Trump na FIFA como “o incidente mais grave da história do futebol”

Presidente da La Liga criticou duramente a postura de Gianni Infantino após anulação de cartão vermelho de Folarin Balogun na Copa do Mundo e ameaça represálias para 2030.

A tensão institucional entre os principais blocos do futebol europeu e a FIFA atingiu o seu ponto mais crítico. Em entrevista ao jornal The New York Times, o presidente da La Liga, Javier Tebas, subiu o tom e descreveu a anulação do cartão vermelho do atacante norte-americano Folarin Balogun na Copa do Mundo como “o incidente mais grave da história do futebol”.

O comentário de Tebas repercute uma apuração detalhada pelo The Athletic, que revelou que a polêmica decisão da entidade máxima do futebol ocorreu logo após uma ligação direta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o mandatário da FIFA, Gianni Infantino.

Entenda o “Caso Balogun” e a interferência política

O escândalo teve início durante a Copa do Mundo de 2026, encerrada em julho. Na ocasião, Balogun foi expulso com um cartão vermelho direto pelo árbitro brasileiro Rafael Claus, o que o suspenderia automaticamente da decisiva partida das oitavas de final contra a Bélgica.

Insatisfeito com a decisão de campo, Donald Trump intercedeu pessoalmente ligando para Infantino. Pouco depois do telefonema, a FIFA utilizou uma brecha jurídica inédita em seu Código Disciplinar para revogar a punição e liberar o atleta para o jogo, gerando revolta imediata na UEFA e na Federação Belga.

Ameaça à Copa do Mundo de 2030

Para Tebas, a postura de Infantino destrói a credibilidade do esporte e transforma a governança da FIFA em um balcão de negócios políticos. O dirigente espanhol afirmou que o episódio é apenas “a ponta do iceberg” e sugeriu uma reação drástica da Europa.

Nos bastidores, Tebas já sinaliza que a Espanha pode reavaliar sua candidatura para sediar a final da **Copa do Mundo de 2030** caso mudanças profundas não sejam feitas no comando da entidade. Enquanto isso, membros do Conselho da FIFA pressionam para que o caso seja incluído em uma auditoria externa urgente.

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