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Bia Kicis e Michelle Bolsonaro: duas trajetórias que se encontram na disputa pelo Senado no Distrito Federal

Com experiências diferentes na política, Bia Kicis e Michelle Bolsonaro chegam à eleição de 2026 pelo PL com uma agenda marcada pela defesa da liberdade, da família, da educação e de pautas conservadoras

A eleição de 2026 colocou Bia Kicis e Michelle Bolsonaro no centro da disputa pelas duas cadeiras do Distrito Federal no Senado.

As duas candidaturas representam trajetórias diferentes dentro do mesmo campo político.

Bia Kicis chega à disputa depois de anos de atuação parlamentar na Câmara dos Deputados, onde exerce mandato desde 2019. Michelle Bolsonaro, por sua vez, entra pela primeira vez em uma eleição para cargo legislativo depois de ter ocupado a posição de primeira-dama do Brasil entre 2019 e 2022 e de ter ampliado sua atuação política no PL Mulher.

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal registra oficialmente as duas como candidatas do PL ao Senado em 2026. Bia concorre com o número 223, enquanto Michelle utiliza o número 222. (TRE-DF⁠)

Mais do que duas candidaturas individuais, a presença das duas na mesma chapa eleitoral consolidou uma das principais articulações políticas do PL no Distrito Federal para este ciclo eleitoral.

Bia Kicis: experiência legislativa e atuação no Congresso

Advogada e procuradora, Bia Kicis construiu sua trajetória política nacional a partir da Câmara dos Deputados, onde exerce mandato desde 2019.

Ao longo desse período, passou por comissões estratégicas e ocupou posições de liderança parlamentar. Em 2026, aparece no registro oficial da Câmara como deputada em exercício e também em funções de liderança e na Mesa Diretora. (Câmara dos Deputados⁠)

Sua experiência legislativa é um dos principais elementos de sua candidatura ao Senado.

Em vez de iniciar uma trajetória parlamentar, Bia busca mudar de Casa e ampliar sua atuação política dentro do Congresso.

Educação, direitos e formação das crianças

A educação é uma das áreas presentes na atuação legislativa de Bia Kicis.

Ao longo de sua passagem pela Câmara, participou de discussões relacionadas ao currículo escolar, à formação dos estudantes e à participação das famílias na educação.

Em 2026, por exemplo, apresentou parecer na Comissão de Constituição e Justiça sobre proposta relacionada à inclusão de conteúdos de direitos e deveres na educação básica. (Câmara dos Deputados⁠)

Outro projeto apresentado por Bia em 2026 trata de transparência, segurança assistencial e boas práticas no atendimento multidisciplinar de crianças e adolescentes, com atenção especial a pessoas com deficiência e ao Transtorno do Espectro Autista.

A proposta estabelece diretrizes nacionais para o atendimento dessas crianças e adolescentes e tramita em comissões da Câmara. (Câmara dos Deputados⁠)

A pauta dialoga diretamente com uma das questões que ganharam espaço no debate público nos últimos anos: como garantir que famílias de crianças com deficiência ou TEA tenham acesso a atendimento adequado, seguro e transparente.

Pequenos negócios e liberdade econômica

Outro eixo de atuação de Bia Kicis está relacionado ao ambiente de negócios.

Em 2026, ela apresentou requerimento para realização de audiência pública sobre o Simples Nacional e a competitividade das pequenas empresas, dentro das discussões sobre o novo enquadramento do Microempreendedor Individual. (Câmara dos Deputados⁠)

A pauta está alinhada ao discurso de defesa da liberdade econômica e de redução de obstáculos para pequenos empreendedores.

Para o mandato que pretende levar ao Senado, esse eixo representa uma agenda voltada à simplificação, ao empreendedorismo e à discussão sobre o peso das obrigações que recaem sobre quem produz e emprega.

Uma atuação que ultrapassa o plenário

A atuação parlamentar de Bia também passa pelas comissões e pela articulação política.

Os registros oficiais da Câmara mostram participação em temas relacionados à educação, inteligência artificial, desenvolvimento econômico, indústria e comércio, além de outras áreas. (Câmara dos Deputados⁠)

Essa experiência oferece à candidatura uma característica particular: Bia chega ao Senado com conhecimento prévio do funcionamento do Congresso, das comissões e do processo legislativo.

A mudança de Casa representa, portanto, uma ampliação de espaço institucional, e não o início de sua trajetória parlamentar.


Michelle Bolsonaro: da primeira-dama à primeira disputa eleitoral

A trajetória de Michelle Bolsonaro é diferente.

Brasiliense, servidora pública e primeira-dama do Brasil entre 2019 e 2022, ela ganhou projeção nacional durante o governo Jair Bolsonaro e posteriormente passou a ocupar espaço cada vez maior dentro da estrutura política do PL.

Michelle presidiu o PL Mulher, função pela qual percorreu diferentes estados e participou da organização política feminina da legenda.

Em 2026, decidiu colocar seu próprio nome nas urnas.

O registro oficial do Senado confirma sua candidatura pelo PL ao Senado do Distrito Federal. (Senado Federal⁠)

A eleição representa, assim, a passagem de uma atuação predominantemente política e partidária para uma disputa formal por um mandato eletivo.

Família e proteção social

A defesa da família é um dos principais eixos da identidade política de Michelle.

Durante sua atuação pública, ela deu destaque a políticas relacionadas às mulheres, crianças, pessoas com deficiência e famílias em situação de vulnerabilidade.

Essa agenda também aparece associada à sua defesa da inclusão e da ampliação de políticas públicas direcionadas às pessoas com deficiência.

No campo político, Michelle procura apresentar a família não apenas como uma pauta de valores, mas como núcleo de políticas relacionadas à educação, proteção social, infância e inclusão.

A força da pauta feminina

A atuação de Michelle no PL Mulher também contribuiu para ampliar sua presença entre mulheres que se identificam com a direita brasileira.

Sua passagem pela presidência do segmento feminino do partido foi marcada pela tentativa de ampliar a participação das mulheres na política e organizar uma estrutura nacional de mobilização.

Em 2026, mesmo depois de deixar a presidência do PL Mulher, sua influência sobre o eleitorado feminino da legenda continua sendo um componente importante de sua campanha.

A própria composição eleitoral no Distrito Federal reforça esse aspecto: o PL lançou duas mulheres para as vagas do Senado, Bia Kicis e Michelle Bolsonaro. (Metrópoles⁠)

Um discurso voltado ao Senado

Ao apresentar sua candidatura, Michelle passou a enfatizar temas relacionados à defesa das liberdades, dos valores que considera fundamentais e ao fortalecimento do papel do Senado.

Em setembro, durante evento em Brasília, afirmou defender um Senado forte e declarou que considera possível utilizar os instrumentos constitucionais da Casa, inclusive em processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, caso entenda necessário. (Metrópoles⁠)

Esse posicionamento mostra que sua campanha pretende dar ao Senado uma função mais ativa na fiscalização e no equilíbrio entre os Poderes.

É uma agenda que deverá ocupar espaço importante durante a campanha.


Duas trajetórias, uma mesma estrutura política

Embora tenham histórias diferentes, Bia Kicis e Michelle Bolsonaro passaram a atuar dentro de uma mesma construção política no Distrito Federal.

A aproximação ganhou força ao longo de 2026 e recebeu manifestações públicas da governadora Celina Leão, que declarou apoio às duas candidaturas.

Em junho, Celina afirmou que gostaria de ver as duas mulheres ocupando as cadeiras do Distrito Federal no Senado. (Metrópoles⁠)

A governadora voltou a aparecer ao lado das duas em eventos políticos durante a campanha.

Em agosto, o PL confirmou oficialmente Bia e Michelle como candidatas ao Senado e declarou apoio à candidatura de Celina à reeleição para o Governo do Distrito Federal. O evento contou ainda com a presença de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PL. (Metrópoles⁠)

A formação desse grupo tornou o cenário eleitoral do DF particularmente conectado à disputa nacional.

A presença de Flávio Bolsonaro

A relação com Flávio Bolsonaro também ganhou importância no processo eleitoral de 2026.

Michelle declarou, ao confirmar sua candidatura ao Senado, que caminharia politicamente ao lado de Flávio na eleição presidencial. (CNN Brasil⁠)

A presença do candidato presidencial do PL na convenção que confirmou Bia e Michelle reforçou a integração entre as campanhas do partido no Distrito Federal e o projeto nacional da legenda. (Metrópoles⁠)

A articulação não se limita, portanto, às duas candidaturas ao Senado.

Ela faz parte de uma estrutura eleitoral maior, que envolve a disputa presidencial, o Governo do Distrito Federal e as cadeiras do Congresso.

Bia e Michelle em uma eleição decisiva para o PL no DF

A estratégia do partido é apresentar duas candidaturas femininas com perfis complementares.

Bia Kicis leva à disputa a experiência de quem já conhece o funcionamento do Congresso, acumula atuação parlamentar e participa diretamente do processo legislativo.

Michelle Bolsonaro leva a força de uma trajetória política construída nacionalmente, a experiência como primeira-dama, a atuação junto ao PL Mulher e uma identificação consolidada com o eleitorado conservador.

As agendas se encontram em temas como defesa da família, liberdade, educação, participação das mulheres na política e proteção de crianças e pessoas com deficiência, embora cada uma tenha construído sua própria trajetória e prioridades.

O que as duas representam na eleição

A presença simultânea de Bia Kicis e Michelle Bolsonaro transforma a disputa pelo Senado no DF em uma eleição de forte dimensão nacional.

Para Bia, trata-se de ampliar uma trajetória legislativa iniciada na Câmara dos Deputados.

Para Michelle, significa transformar uma trajetória construída fora das urnas em uma candidatura própria ao Legislativo.

As duas chegam ao processo eleitoral com o apoio de importantes lideranças do PL e com uma estrutura política que conecta Brasília ao cenário nacional.

A candidatura de Michelle também aproxima diretamente a eleição brasiliense da disputa presidencial, enquanto Bia traz para o mesmo projeto a experiência acumulada dentro do Congresso.

Uma nova etapa política

O que está em jogo para Bia Kicis e Michelle Bolsonaro não é apenas a conquista de duas cadeiras no Senado.

Para Bia, uma eventual eleição representaria a continuidade de uma carreira parlamentar em uma nova Casa legislativa.

Para Michelle, seria o início de uma trajetória eleitoral própria.

O eleitor do Distrito Federal encontrará, portanto, duas candidaturas que partem de experiências distintas, mas que hoje dividem o mesmo campo político e a mesma chapa partidária.

Bia Kicis chega com a experiência do Legislativo. Michelle Bolsonaro chega com a experiência de uma trajetória política nacional construída fora do Parlamento.

Em comum, apresentam uma agenda marcada pela defesa da família, da liberdade, da educação e de pautas conservadoras, dentro de um projeto político que também conta com a articulação de nomes como Celina Leão e Flávio Bolsonaro.

A decisão sobre quem ocupará as duas cadeiras do Distrito Federal no Senado será tomada pelos eleitores nas urnas.

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