Pesquisa do IBGE aponta taxa de desocupação de 5,2% no trimestre encerrado em setembro, enquanto informalidade permanece acima de 37%
O mercado de trabalho brasileiro apresentou novos sinais de crescimento no terceiro trimestre de 2026. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a taxa de desemprego recuou para 5,2% no período encerrado em setembro, o menor percentual para esse intervalo desde o início da série histórica, em 2012.
O levantamento, realizado por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), aponta uma redução de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em junho, quando o desemprego estava em 5,4%.
A população desocupada também diminuiu. Segundo o instituto, houve queda de 4% no número de pessoas que procuravam emprego, o equivalente a aproximadamente 234 mil trabalhadores. Na comparação com o mesmo período de 2025, a redução chegou a 6,9%.
Ao mesmo tempo, o Brasil alcançou o maior número de pessoas ocupadas da série histórica. O crescimento foi de 0,6% em relação ao trimestre anterior e de 1,2% na comparação anual.
O nível de ocupação, indicador que mede a proporção de pessoas trabalhando entre aquelas em idade de exercer atividade profissional, chegou a 59%.
Informalidade ainda representa desafio
Embora os indicadores gerais apontem melhora, a pesquisa revela que uma parcela expressiva dos brasileiros continua trabalhando sem vínculo formal.
A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, ligeiramente acima dos 37,4% registrados no trimestre anterior.
O número de trabalhadores por conta própria permaneceu estável, em aproximadamente 26,1 milhões de pessoas. Também não houve variação significativa entre os empregados sem carteira assinada no setor privado, grupo que reúne 13,7 milhões de brasileiros.
Entre os trabalhadores domésticos, o contingente foi estimado em 5,4 milhões.
Outro indicador observado pelo IBGE foi a subocupação por insuficiência de horas trabalhadas, que apresentou crescimento de 5,2% no trimestre. Esse grupo reúne pessoas que trabalham, mas gostariam de ampliar sua jornada para obter maior rendimento.
Os resultados mostram que, apesar do avanço na geração de ocupações e da redução do desemprego, o país ainda enfrenta desafios para ampliar a formalização e melhorar as condições de trabalho da população.