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Brasília é apresentada como modelo de segurança pública em entrevista de Sandro Avelar ao Papo de Elite

Brasília é apresentada como modelo de segurança pública em entrevista de Sandro Avelar ao Papo de Elite

30 de julho de 2026

Ex secretário de Segurança Pública do Distrito Federal destacou os resultados da capital, defendeu endurecimento das leis e afirmou que não existe área onde a polícia deixe de atuar

A segurança pública do Distrito Federal ganhou destaque nacional na mais recente edição do Papo de Elite, podcast comandado pelo ex comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Rodrigo Pimentel. Convidado do programa, o ex secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e pré candidato a deputado federal Sandro Avelar apresentou os resultados alcançados pela capital federal e fez críticas ao atual sistema de combate à criminalidade no Brasil.

Durante a entrevista, Rodrigo Pimentel afirmou ter interesse em receber a governadora Celina Leão em uma próxima edição do programa e pediu que Sandro Avelar levasse o convite. Segundo o apresentador, conhecer a visão da governadora sobre a política de segurança adotada em Brasília seria importante para ampliar o debate sobre os bons resultados obtidos pelo Distrito Federal.

O momento de maior repercussão aconteceu quando Rodrigo Pimentel colocou na tela uma fotografia do Sol Nascente, em Ceilândia, região apontada durante a conversa como a maior comunidade do mundo. A partir da imagem, o ex comandante do Bope questionou se naquela localidade havia criminosos armados com fuzis e se as equipes da Polícia Militar encontravam dificuldades para patrulhar determinadas áreas, como ocorre em diversas comunidades do Rio de Janeiro.

Sandro Avelar respondeu sem hesitar.

“Não existe um centímetro, nem um milímetro do Distrito Federal onde a polícia não possa entrar. As viaturas circulam livremente e todas as ocorrências são atendidas.”

A declaração foi usada para ilustrar o modelo de segurança pública implantado em Brasília, baseado na integração das forças policiais, no investimento em inteligência e na presença permanente do Estado em todas as regiões administrativas.

Ao comentar o combate à violência contra a mulher, Avelar fez um dos discursos mais contundentes da entrevista. Para ele, o país precisa rever a forma como trata crimes dessa natureza e ampliar o envolvimento da sociedade na prevenção.

“Como resolver o problema do feminicídio no país quando um homem que mata uma mulher enforcada volta para casa usando apenas uma tornozeleira eletrônica? O mesmo vizinho que liga para o 190 porque não consegue dormir por causa do som alto precisa ligar também quando ouvir os gritos de uma mulher sendo agredida.”

Na sequência, voltou a defender a atuação das forças de segurança do Distrito Federal.

“Não existe um centímetro do Distrito Federal onde a polícia não possa entrar.”

O ex secretário também criticou a reincidência criminal e afirmou que policiais acabam prendendo repetidamente os mesmos suspeitos.

“Tem criminoso que assalta a mesma farmácia pela décima vez. A Polícia Militar prende, a prisão é considerada legal e ele responde em liberdade. Nós prendemos esse mesmo indivíduo cinco vezes, trinta vezes, e querem que a polícia faça a trigésima primeira prisão.”

Segundo Avelar, o debate sobre segurança pública precisa ir além da atuação policial.

“Está na hora de apontar a responsabilidade também para quem faz as leis e toma decisões. Seja ministro de tribunal superior, governador ou presidente da República.”

No encerramento da entrevista, o ex secretário citou um exemplo que, para ele, representa outro grave problema enfrentado pelo país. Avelar relatou a história de Gabriela, moradora de Ceilândia, aprovada em dois vestibulares para Medicina em universidades públicas, mas que não conseguiu iniciar os estudos por falta de recursos financeiros para viver fora de Brasília.

“Para mim, isso é uma vergonha. Uma jovem aprovada em duas universidades públicas não poder realizar o sonho de estudar Medicina porque não tem condições de se manter em outro estado.”

Além desses temas, a entrevista abordou a atuação das forças de segurança nos atos de 8 de janeiro, o enfrentamento às organizações criminosas, a maioridade penal, políticas públicas voltadas à proteção das mulheres e a integração das corporações policiais. Ao longo do programa, Rodrigo Pimentel ressaltou que os resultados alcançados pelo Distrito Federal colocam Brasília entre os principais exemplos de gestão da segurança pública no país.

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