Apesar da atmosfera de profunda emoção reservada à despedida de Lionel Messi, a gestão da Associação do Futebol Argentino (AFA) transformou a noite em um cenário de pesadelo e indignação generalizada para os torcedores que compareceram ao Estadio Monumental. Relatos dramáticos de quem esteve presente escancararam uma desorganização classificada como aterrorizante, que flertou diretamente com uma tragédia de grandes proporções.
Massacre no Acesso e Caos nas Arquibancadas
Os problemas começaram muito antes do apito inicial, nos portões de entrada do estádio. Internautas e torcedores descreveram os acessos ao Monumental como um verdadeiro “massacre”: uma multidão desesperada empurrando barreiras, famílias com crianças chorando em meio ao tumulto e a polícia assistindo a tudo sem intervir.
O sufoco continuou do lado de dentro. Devido a uma sobrevenda massiva de ingressos nunca antes vista, as plateias e arquibancadas ficaram completamente lotadas e sem espaço. Setores inteiros registraram brigas físicas por espaço, com pessoas se amontoando nas escadas e tentando se sentar em cima de outros torcedores. Seguranças privados foram totalmente sobrepujados pelo público excedente, deixando milhares de famílias em uma situação de vulnerabilidade extrema. Sem canais oficiais para reclamar, o único desabafo do público foi descarregar a fúria em xingamentos uníssonos direcionados ao camarote da federação.
O “Merchandising” Invasivo e a Gafe Histórica no Céu
O estopim para a revolta consolidar-se veio após o término da partida. Enquanto o público esperava um tributo puramente focado na trajetória histórica do camisa 10, a AFA abriu o espetáculo aéreo de drones exibindo por longos e constrangedores segundos o gigantesco logotipo comercial da patrocinadora Sancor Seguros.A intromissão publicitária quebrou o clima de sensibilidade da noite e gerou uma imediata e ensurdecedora onda de assobios e vaias em todo o Monumental. Para piorar o vexame — que rapidamente inundou as redes sociais com piadas e duras críticas —, o show de drones cometeu uma gafe histórica: ao tentar desenhar a silhueta de Lionel Messi chutando uma bola, a coreografia aérea cometeu o erro crasso de projetar o craque finalizando a jogada com a perna direita, esquecendo completamente que a mítica canhota do camisa 10 é sagrada.
Repúdio Histórico a Claudio Tapia
O acúmulo de erros e o descaso com a segurança física do público transformaram o presidente da AFA, Claudio “Chiqui” Tapia, no homem mais odiado da noite. Massacrado nas redes por torcedores que o chamaram de “ladrão infame” e “corrupto” — com críticas ácidas de que ele “usa notas de cem dólares como tampões de ouvido enquanto outros lhe secam o pescoço” —, o dirigente foi o alvo de um repúdio histórico e uníssono.
Tanto nos minutos anteriores à bola rolar quanto logo após o controverso anúncio da seguradora com os drones, o Monumental inteiro ecoou xingamentos pesados e agressivos contra Tapia. A manifestação deixou claro que, embora a Argentina tenha atingido o topo do mundo sob o comando de Messi, os torcedores não estão dispostos a perdoar uma cartolagem que colocou vidas em risco por pura ganância financeira.