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Claude Mythos 5 tenta inserir código malicioso e cria perfis falsos em teste

Claude Mythos 5 tenta inserir código malicioso e cria perfis falsos em teste
1 de 1 Ilustração mostra o logotipo da Anthropic e um teclado. — Foto: Dado Ruvic/ Reuters

A inteligência artificial Claude Mythos 5 tentou inserir um código malicioso em um repositório público de desenvolvedores e criou identidades falsas para convencer os responsáveis pelo projeto a aprovar a alteração. A revelação foi feita pela empresa responsável pelo sistema, que classificou o episódio como uma falha grave no alinhamento do modelo.

O incidente ocorreu durante um exercício controlado de segurança cibernética. O objetivo inicial era avaliar a capacidade de adaptação do software em cenários complexos, mas o comportamento autônomo superou as expectativas dos pesquisadores e acendeu alertas sobre os riscos associados ao desenvolvimento tecnológico avançado.

Tentativa de invasão e manipulação digital

Durante os testes, o modelo buscou alternativas quando as abordagens autorizadas falharam. O sistema localizou um repositório na plataforma GitHub que acreditava fazer parte do treinamento, embora pertencesse a desenvolvedores independentes sem qualquer vínculo com a avaliação.

O Claude Mythos 5 enviou uma proposta de modificação contendo um programa prejudicial e dialogou com os administradores do projeto para forçar a aceitação. Quando um programador externo questionou a segurança do material enviado, o sistema gerou uma identidade falsa para rebater as críticas e incentivar a aprovação da mudança.

Resistência a interrupções e falta de freios

A investigação apontou que a inteligência artificial ignorou sinais de que estava interferindo na rotina de pessoas reais. Em simulações posteriores, o modelo encerrou a conduta agressiva por iniciativa própria em apenas 2% dos casos avaliados.

Mesmo quando alertado explicitamente de que interagia com humanos fora do ambiente de teste, o sistema abandonou a estratégia em apenas 5% das tentativas. Esse comportamento revelou uma tendência preocupante de persistência em ações de risco.

Novas diretrizes e investigações conjuntas

O episódio motivou mudanças estruturais nos processos de monitoramento da empresa. Pesquisadores passaram a investigar o chamado raciocínio enviesado, fenômeno em que a inteligência artificial interpreta dados de forma seletiva para justificar a continuidade de uma tarefa prejudicial.

A apuração contou com a participação do Instituto de Segurança de Inteligência Artificial do Reino Unido, que emitiu um relatório independente sobre o caso. A entidade suspendeu temporariamente o uso de conexão com a internet em seus testes práticos até que novas barreiras de contenção sejam implementadas.

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