PUBLICIDADE

Crise hídrica faz prefeitura decretar emergência e suspender tarifa

Crise hídrica faz prefeitura decretar emergência e suspender tarifa
1 de 2 Moradores de Paraíso do Tocantins fazem fila para encherem baldes de água fornecida pelo servidor público — Foto: Daniel Martins/Arquivo pessoal

A Prefeitura de Paraíso do Tocantins decretou situação de emergência em razão da grave crise hídrica que compromete o abastecimento de água no município. Publicado no Diário Oficial, o documento estabelece validade de cento e oitenta dias e foi motivado pela seca severa e pela redução drástica no nível da Barragem do Coco, principal manancial da região.

Além da decretação, a gestão municipal determinou que a concessionária responsável suspenda imediatamente a cobrança da tarifa de água durante todo o período em que o fornecimento ocorrer de forma alternada ou intermitente. A medida retroage a onze de outubro e segue válida até a normalização completa da distribuição para os moradores afetados pela estiagem prolongada.

Impacto nos reservatórios e medidas municipais

De acordo com os relatórios técnicos apresentados pela Defesa Civil Municipal, o reservatório principal da cidade opera atualmente em volume morto. Essa condição crítica exigiu a mobilização imediata de todos os órgãos da administração pública para mitigar os impactos sociais decorrentes da falta regular de água tratada nas residências.

Para enfrentar o cenário adverso, a prefeitura estruturou um plano de contingência que prioriza o fornecimento por meio de caminhões-pipa e fontes alternativas. Unidades essenciais de atendimento à população, como escolas, creches e postos de saúde, recebem atenção especial na distribuição emergencial de recursos hídricos.

Criação de comitê e restrições no consumo

O decreto municipal também oficializou a criação do Comitê Municipal de Monitoramento da Crise Hídrica. O grupo tem como atribuição principal acompanhar de perto os níveis dos mananciais, fiscalizar o andamento da distribuição e avaliar constantemente os prejuízos causados à rotina da comunidade local.

Entre as proibições estabelecidas pelo documento para conter o desperdício, destaca-se a restrição rigorosa ao uso de água tratada em atividades não essenciais. Ficou expressamente proibido o emprego do recurso público para a lavagem de pavimentos, a irrigação de jardins e o enchimento de piscinas enquanto perdurar a situação de emergência.

Ações operacionais da concessionária

Representantes da concessionária BRK Ambiental detalharam as alternativas técnicas adotadas para tentar suprir o déficit de vazão nos rios locais. Entre as iniciativas estão a captação complementar em novos córregos, a utilização de poços adicionais e o transporte de água bruta por caminhões até a estação de tratamento do g1 Tocantins.

A empresa mantém um cronograma de rodízio dividido em horários específicos para abranger todos os bairros sem colapsar totalmente o sistema. Contudo, moradores continuam enfrentando dificuldades e buscam alternativas independentes, enquanto órgãos de fiscalização acompanham de perto a evolução da crise climática no interior do estado.

Veja também