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Deputadas de São Paulo e Rio denunciam ameaças de morte e acionam autoridades federais

Cinco parlamentares receberam mensagens com ameaças de violência sexual e conteúdo extremista; grupo pede investigação e medidas de proteção

Uma denúncia envolvendo ameaças contra cinco deputadas estaduais de São Paulo e do Rio de Janeiro mobilizou representantes de duas assembleias legislativas. As parlamentares receberam mensagens eletrônicas com ameaças de morte e violência sexual na madrugada de quarta-feira (4) e decidiram adotar medidas conjuntas para cobrar a identificação dos responsáveis.

As vítimas são Paula da Bancada Feminista (PSol) e Ediane Maria (PSol), da Assembleia Legislativa de São Paulo, além de Renata Souza (PSol), Dani Monteiro (PSol) e Dani Balbi (PCdoB), da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Todas as deputadas são mulheres negras e relataram ter recebido o mesmo correio eletrônico, com conteúdo considerado racista, misógino e transfóbico.

Ameaças atingem parlamentares de dois estados

Em manifestação conjunta, as deputadas afirmaram que já enfrentaram situações de intimidação anteriormente. Entretanto, destacaram que esta é a primeira vez que recebem uma ameaça simultânea envolvendo integrantes de duas casas legislativas.

Para as parlamentares, a mensagem representa uma tentativa de constranger mulheres que exercem mandatos conquistados nas urnas.

A deputada Dani Balbi, primeira parlamentar estadual transgênero do Rio de Janeiro, divulgou um vídeo nas redes sociais relatando o teor da ameaça.

Segundo ela, o responsável pelo envio da mensagem afirmou ter ligação com ideias nazistas e utilizou expressões violentas para intimidar as destinatárias.

Polícia Federal é acionada

Diante da gravidade do episódio, as cinco deputadas formalizaram uma denúncia conjunta na Delegacia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi-SP).

Também encaminharam um ofício solicitando reunião com representantes da Polícia Federal, além de comunicar oficialmente o caso às presidências da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

As parlamentares pedem apoio institucional e uma investigação que permita identificar a origem das mensagens e os possíveis responsáveis pelas ameaças.

Representação política e segurança

O episódio reacende a discussão sobre a segurança de mulheres que ocupam cargos eletivos e enfrentam manifestações de intolerância no exercício de suas funções públicas.

Na avaliação das deputadas, a violência dirigida a representantes políticas também compromete o livre exercício dos mandatos e exige respostas das instituições responsáveis pela segurança e pela aplicação da lei.

O grupo afirmou que continuará cobrando providências até que os autores sejam identificados e responsabilizados, caso sejam comprovadas as práticas criminosas.

Até o momento das informações divulgadas, não havia identificação pública dos responsáveis pelas mensagens nem confirmação de conclusão das investigações.

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