O Corinthians enfrenta uma semana de intensas movimentações em seus bastidores técnicos e financeiros. No futebol masculino, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) negou a homologação da Licença PRO UEFA do técnico Clarence Seedorf. Já no departamento feminino, as multicampeãs “Brabas” enfrentam a ameaça real de uma redução substancial nos investimentos para o próximo ciclo.
Entenda o motivo do veto da Conmebol a Seedorf
A entidade reguladora do futebol sul-americano rejeitou a validação do documento do treinador holandês alegando critérios de tempo mínimo de atividade à beira do gramado.
- Exigência de 36 meses: A Conmebol exige a comprovação de pelo menos 3 anos de trabalho ativo e recente como treinador principal para validar licenças obtidas na Europa (UEFA).
- O recurso alvinegro: Como Seedorf teve um hiato na carreira antes de assumir o Timão, a validação foi travada. O departamento jurídico do clube, junto à CBF, prepara uma contraprova detalhando a atuação dele no Conselho de Supervisão da Federação Holandesa e como instrutor da UEFA para pedir uma revisão.
- Situação no Brasil: Seedorf segue registrado e ativo no BID da CBF, o que garante sua permanência no banco de reservas normalmente nas competições nacionais.
Crise financeira ameaça orçamento das ‘Brabas’
A crise financeira que assombra o Parque São Jorge atingiu diretamente a modalidade mais vitoriosa do clube nos últimos anos. Pressionado por uma dívida global bilionária, o Corinthians avalia uma redução severa nos repasses financeiros para o futebol feminino.
Cortes planejados: A diretora do futebol feminino alvinegro, Iris Sesso, confirmou publicamente que o planejamento orçamentário está em discussão e que os recursos destinados ao setor podem sofrer cortes significativos. O objetivo da cúpula do clube é frear despesas em meio à forte pressão por fluxo de caixa.
Além da projeção de cortes nos investimentos futuros, o elenco feminino lidou com instabilidades ao longo da temporada, sofrendo com atrasos pontuais em direitos de imagem, salários em carteira e repasses de premiações de títulos anteriores — pendências que a diretoria tenta regularizar de forma emergencial junto às lideranças do plantel.