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Eleições 2026: saiba quem venceu em Nova Zelândia e na Coreia do Sul e lidera na Austrália veja ranking de votos no exterior

A votação dos brasileiros no exterior começou a revelar os primeiros resultados da eleição presidencial de 2026 antes mesmo do início da divulgação oficial da totalização pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nova Zelândia, Coreia do Sul e Austrália já encerraram a votação, e os primeiros boletins mostram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança nos três países. A apuração oficial do exterior pelo TSE começa a ser divulgada a partir das 17h, no horário de Brasília.

Mais de 918 mil brasileiros estão aptos a votar fora do país neste primeiro turno. O eleitorado exterior está distribuído por 186 cidades e, diferentemente do eleitor que vota no Brasil, escolhe apenas presidente e vice-presidente da República.


Boletins de urna da Nova Zelândia. — Foto: Lucas Salviano

Nova Zelândia: Lula chega a 70,48%

Na Nova Zelândia, Lula aparece com ampla vantagem nos boletins divulgados. O petista recebeu 234 votos, correspondentes a 70,48%, e ficou em primeiro lugar no ranking do país.

O segundo colocado foi Flávio Bolsonaro, com 64 votos e 19,28%. A diferença entre os dois chegou a 170 votos.

Ranking na Nova Zelândia

  1. Lula (PT): 234 votos, 70,48%
  2. Flávio Bolsonaro: 64 votos, 19,28%
  3. Renan Santos: 13 votos, 3,92%
  4. Romeu Zema: 7 votos, 2,11%
  5. Augusto Cury: 6 votos, 1,81%
  6. Ronaldo Caiado: 5 votos, 1,51%
  7. Samara: 2 votos, 0,60%
  8. Hertz Dias: 1 voto, 0,30%

O resultado mostra uma vantagem expressiva de Lula entre os brasileiros que votaram na Nova Zelândia. O petista concentrou mais de sete em cada dez votos registrados nos boletins analisados.

Coreia do Sul: Lula também lidera

Na Coreia do Sul, a disputa foi mais equilibrada do que na Nova Zelândia, mas Lula também terminou à frente. O candidato do PT recebeu 123 votos, ou 56,94%.

Flávio Bolsonaro ficou em segundo lugar, com 72 votos e 33,33%. A diferença entre os dois foi de 51 votos.

Ranking na Coreia do Sul

  1. Lula (PT): 123 votos, 56,94%
  2. Flávio Bolsonaro: 72 votos, 33,33%
  3. Renan Santos: 6 votos, 2,78%
  4. Ronaldo Caiado: 6 votos, 2,78%
  5. Augusto Cury: 6 votos, 2,78%
  6. Rui Costa Pimenta: 1 voto, 0,46%
  7. Romeu Zema: 1 voto, 0,46%
  8. Samara: 1 voto, 0,46%

A diferença percentual entre Lula e Flávio Bolsonaro foi de 23,61 pontos percentuais. O resultado, portanto, coloca o petista novamente na primeira posição entre os boletins já conhecidos no exterior.

Austrália: Lula lidera com mais de 5 mil votos

Na Austrália, a fotografia da eleição ainda era parcial. 26 das 29 seções eleitorais já haviam sido apuradas quando os primeiros números foram divulgados.

Mesmo sem a totalização completa, Lula aparecia na primeira posição com 5.283 votos, contra 2.022 de Flávio Bolsonaro.

Considerando os 8.140 votos contabilizados nos números parciais divulgados, Lula concentrava aproximadamente 64,90%, enquanto Flávio Bolsonaro tinha 24,84%.

Ranking parcial na Austrália

  1. Lula (PT): 5.283 votos, 64,90%
  2. Flávio Bolsonaro: 2.022 votos, 24,84%
  3. Augusto Cury: 276 votos, 3,39%
  4. Renan Santos: 266 votos, 3,27%
  5. Romeu Zema: 117 votos, 1,44%
  6. Ronaldo Caiado: 102 votos, 1,25%
  7. Samara: 24 votos, 0,29%
  8. Clariana Barão: 17 votos, 0,21%
  9. Hertz Dias: 15 votos, 0,18%
  10. Rui Costa Pimenta: 6 votos, 0,07%
  11. Edmilson Costa: 6 votos, 0,07%
  12. Wilson Grassi: 5 votos, 0,06%
  13. Leonardo Avalanche: 1 voto, 0,01%

Como três seções ainda não estavam contabilizadas nesse levantamento, os percentuais australianos são parciais e podem mudar com a conclusão da apuração.

O ranking dos três primeiros países

Considerando os primeiros boletins divulgados, Lula aparece em primeiro lugar nos três países que já tiveram votação encerrada e números divulgados:

Nova Zelândia: Lula, 234 votos e 70,48%.

Coreia do Sul: Lula, 123 votos e 56,94%.

Austrália: Lula, 5.283 votos e aproximadamente 64,90% nos números parciais.

O segundo colocado também se repete nos três países: Flávio Bolsonaro. Na Nova Zelândia, ele teve 64 votos. Na Coreia do Sul, 72. Na Austrália, 2.022 votos na parcial disponível.

Mas há uma diferença importante entre esses números e o resultado da eleição no exterior. Eles representam boletins e parciais divulgados conforme os locais de votação encerram seus trabalhos. A totalização oficial será divulgada pelo TSE a partir das 17h de Brasília.

O exterior terá um peso menor no resultado nacional em termos proporcionais, mas funciona como uma primeira fotografia de como diferentes comunidades brasileiras espalhadas pelo mundo votaram. Em 2026, são 918.876 eleitores brasileiros aptos a votar fora do país, número superior aos cerca de 697 mil registrados em 2022.

A disputa, porém, ainda está longe de estar definida pelos resultados desses três países. O eleitorado brasileiro está espalhado por 134 países, e a maior parte dos votos do exterior ainda será incorporada à totalização. Por isso, transformar esses primeiros resultados em uma conclusão sobre o comportamento do eleitorado brasileiro como um todo seria precipitado.

Por enquanto, a fotografia é clara: Lula começou liderando os primeiros países a encerrarem a votação no exterior, enquanto Flávio Bolsonaro aparece em segundo nos três levantamentos divulgados. A próxima fotografia, mais ampla e definitiva, começa a aparecer a partir das 17h, quando o TSE abrir oficialmente a divulgação da totalização.

E aí estará a diferença entre o boletim que chega primeiro e o resultado que realmente conta.

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