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ESCÂNDALO NA FIFA: Documentos revelam que a República Democrática do Congo usou jogador irregular nas Eliminatórias, mas Infantino ignorou regras para mantê-la na Copa do Mundo

Zurique – Um dos maiores escândalos de bastidores da história recente do futebol mundial veio à tona. Documentos internos da FIFA, obtidos em uma investigação conjunta dos jornais The New York Times e Le Monde, confirmam que a entidade máxima do futebol constatou que o goleiro Lionel Mpasi, da República Democrática do Congo (RD Congo), atuou de forma completamente irregular durante as Eliminatórias para a Copa do Mundo.

Apesar de o departamento jurídico da FIFA ter comprovado a elegibilidade ilegal, o presidente da entidade, Gianni Infantino, e a cúpula do comitê disciplinar decidiram engavetar o caso. Se o regulamento padrão tivesse sido cumprido, a RD Congo perderia os pontos das partidas, o que classificaria a Nigéria para o Mundial.

A irregularidade: O trâmite que nunca existiu

Lionel Mpasi nasceu na França e defendeu as seleções francesas de base (Sub-16, Sub-17 e Sub-18). Pelas rígidas regras da FIFA, para que um atleta mude de nacionalidade desportiva, a federação do novo país deve formalizar um pedido de troca junto à entidade antes de escalá-lo em competições oficiais.

De acordo com os relatórios confidenciais datados de março de 2026:

  • A Federação Congolesa de Futebol nunca concluiu o processo de mudança de federação de Mpasi.
  • Juridicamente, o goleiro ainda pertencia à Federação Francesa de Futebol enquanto defendia a RD Congo nas Eliminatórias.
  • A infração configurava escalação irregular em múltiplos jogos determinantes.

A “tecnicalidade” que salvou o Congo e puniu a Nigéria

Assim que a irregularidade foi detectada, a Federação Nigeriana de Futebol (NFF) protocolou uma queixa formal exigindo a aplicação das sanções previstas no código disciplinar — que estipula a perda automática dos pontos e vitória por 3 a 0 (W.O.) para os adversários.

No entanto, em uma manobra de bastidores, a comissão da FIFA rejeitou a denúncia alegando uma “tecnicalidade de prazo” no envio do protesto nigeriano. Com a conivência da entidade, a RD Congo não apenas manteve a vaga como Mpasi jogou o Mundial normalmente, alcançando a fase de 16 avos de final antes de ser eliminada pela Inglaterra.

O caso escancara uma contradição histórica na gestão de Infantino. Em cenários idênticos no passado, a FIFA agiu com “punho de ferro”:

Seleção Afetada Ano Motivo da Irregularidade Punição Aplicada
Grécia 2016 Atleta que defendeu a base da Austrália sem autorização. Derrota automática (3×0) contra a Turquia.
Bolívia 2018 Escalação do zagueiro Nelson Cabrera, que já havia jogado pelo Paraguai. Derrota automática (3×0) em duas partidas.
RD Congo 2026 Lionel Mpasi jogou sem a troca de federação concluída. Nenhuma atitude tomada (alegação de atraso no protesto).

Crise Política e Laços de Amizade

O estopim do escândalo atinge diretamente o topo da pirâmide do futebol. A liderança da Federação Congolesa é publicamente alinhada e considerada uma base de apoio político crucial para Gianni Infantino dentro da Confederação Africana de Futebol (CAF). Críticos apontam que punir o Congo e alterar os classificados às vésperas da Copa geraria uma crise política que Infantino quis evitar a todo custo.

Em resposta oficial à reportagem, a FIFA emitiu uma nota blindando seu mandatário:

“Os órgãos disciplinares da FIFA são totalmente independentes e julgam com base nos regulamentos e códigos vigentes. O Presidente da FIFA não tem envolvimento, influência ou conhecimento sobre os trâmites deliberativos de casos de elegibilidade.”

O que acontece agora?

A Nigéria, sentindo-se lesada e boicotada nos bastidores, já acionou um corpo de advogados internacionais. A federação do país promete levar o caso ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), exigindo uma auditoria externa e independente sobre os e-mails e atas de reuniões da FIFA no início de 2026. O caso promete arranhar profundamente a imagem de lisura institucional que a atual gestão tenta projetar.

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