A FIFA quebrou todos os recordes financeiros imagináveis na Copa do Mundo de 2026. De acordo com uma investigação do jornal britânico The Times, a entidade máxima do futebol arrecadou cerca de US$ 5 bilhões exclusivamente com a venda de ingressos e pacotes de hospitalidade.
Catar 2022: US$ 929 milhões arrecadados
Copa 2026: US$ 5 bilhões arrecadados (Aumento superior a 500%)
O algoritmo do lucro: O preço dinâmico entra em campo
A grande engrenagem por trás dos US$ 5 bilhões foi a implementação, pela primeira vez na história das Copas, do sistema de preço dinâmico. Utilizando algoritmos semelhantes aos de companhias aéreas e grandes shows de música, a FIFA fez com que o valor das entradas flutuasse em tempo real de acordo com a procura.
Na prática, à medida que os torcedores esgotavam determinados setores ou avançavam nas fases eliminatórias, o sistema inflacionava os bilhetes automaticamente. Ingressos comuns para partidas da fase de grupos e mata-mata rapidamente atingiram a casa dos milhares de dólares.
Mais jogos e comissão sobre a revenda oficial
Além da flutuação de preços baseada em algoritmos, outros dois fatores estratégicos impulsionaram o caixa da entidade máxima do futebol:
- Calendário Expandido: Com o novo formato de 48 seleções, a Copa de 2026 saltou de 64 para 104 partidas. Mais confrontos realizados em arenas norte-americanas de altíssima capacidade geraram um volume de público jamais visto.
- Taxa de Revenda Centralizada: A FIFA concentrou o mercado secundário em sua própria plataforma oficial. Para cada torcedor que desistia e revendia seu ingresso, a federação cobrava uma comissão de 30% sobre a transação (dividida entre comprador e vendedor), lucrando duas vezes com o mesmo assento.
Críticas de elitização e a defesa de Infantino
A estratégia de arrecadação foi duramente criticada por comitês de torcedores, que acusaram a FIFA de promover uma elitização sem precedentes no esporte, afastando o público tradicional das arquibancadas devido aos custos proibitivos.
Em resposta às investigações e às reclamações do público, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, defendeu a política financeira adotada na América do Norte. O mandatário argumentou que a federação não tem fins lucrativos e assegurou que cada centavo arrecadado com o torneio nos Estados Unidos, México e Canadá será integralmente revertido no fomento ao futebol de base das 211 associações membras globais.