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Filipe Luís balança no Monaco após quatro jogos sem vencer e crise nos bastidores

O treinador brasileiro enfrenta questionamentos da diretoria pelo veto ao artilheiro da Ligue 1 e sofre com insatisfação tática e técnica do elenco.

O técnico brasileiro Filipe Luís está enfrentando o momento mais turbulento desde que assumiu o comando do AS Monaco. Após a derrota por 3 a 1 para o Paris FC no último domingo, 1º de novembro de 2026, o clube do Principado chegou à preocupante marca de quatro tropeços consecutivos na Ligue 1. Além do desempenho ruim dentro das quatro linhas, uma série de atritos nos bastidores e divergências com a diretoria começaram a vir a público, ameaçando a permanência do treinador.

O resultado negativo fez o Monaco despencar para a 6ª colocação na tabela de classificação, com 15 pontos, acendendo o sinal de alerta na alta cúpula do clube.

O “Fator Sinayoko”: Veto do treinador gera desconforto com a diretoria

O principal ponto de atrito entre Filipe Luís e a diretoria monegasca gira em torno de Lassine Sinayoko. O atacante maliano foi o grande carrasco do Monaco no domingo, anotando dois gols pelo Paris FC e assumindo a artilharia isolada do Campeonato Francês.

A ironia do destino causou imenso incômodo interno porque o departamento de recrutamento do Monaco havia aprovado e alinhavado a contratação de Sinayoko na última janela de transferências do verão europeu. Contudo, Filipe Luís vetou pessoalmente a chegada do atleta. O sucesso estrondoso do atacante no rival direto transformou a escolha do técnico brasileiro em um tema central de cobrança por parte dos diretores.

Vestiário rachado por escolhas técnicas e substituições

A insatisfação também se espalhou pelo elenco. Jogadores de peso têm demonstrado descontentamento com o tratamento recebido e com as decisões do comandante durante as partidas.

O caso mais evidente é o do meio-campista suíço Denis Zakaria. Uma das lideranças técnicas da equipe, o volante não escondeu a irritação ao ser substituído nos dois últimos jogos decisivos da equipe — contra o Lille e no clássico diante do Paris FC. Fontes ligadas ao vestiário apontam que o gerenciamento de grupo de Filipe Luís começa a ser posto em xeque pelos atletas.

Inflexibilidade tática expõe a defesa

No aspect tático, o treinador é questionado por sua aparente falta de repertório e dificuldade para ler o jogo quando a equipe está em desvantagem. Segundo pessoas próximas ao elenco, parte dos jogadores defende abertamente a mudança para um sistema de meio-campismo com três jogadores de marcação, visando dar maior proteção à linha defensiva, que vem sofrendo com a exposição.

Filipe Luís, no entanto, mantém-se irredutível e recusa-se a testar a alternativa. Uma fonte anônima de dentro do clube expressou forte preocupação com o que chamou de “teimosia” do brasileiro, alertando que a rigidez nas escolhas pode custar caro para as ambições do Monaco na temporada.

Ao término do último jogo, Filipe Luís assumiu a culpa publicamente:

“O plano do treinador não funcionou, e assumo total responsabilidade por isso.”

Agora, o técnico corre contra o tempo para recuperar a confiança do grupo e da diretoria antes do próximo compromisso pela liga nacional.

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