A Gaviões da Fiel, principal torcida organizada do Corinthians, publicou um manifesto contundente exigindo respeito e cobrando responsabilidade geral pela eliminação na CONMEBOL Libertadores. Em nota oficial divulgada nesta quinta-feira, a entidade poupou poucos setores e direcionou críticas nominais a atletas importantes, à comissão técnica de Fernando Diniz e à alta cúpula política do clube.
De acordo com o texto, a queda no torneio continental não pode ser resumida a um erro isolado, mas sim a um processo contínuo de enfraquecimento institucional e esportivo.
O Alvo dos Protestos: De Memphis a Fernando Diniz
A insatisfação da organizada detalhou falhas individuais e coletivas, estabelecendo cobranças severas para cada segmento do departamento de futebol:
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Memphis Depay: O atacante recebeu a crítica mais dura do manifesto. A torcida classificou sua cobrança de pênalti como “irresponsável e displicente”, apontando-o como o principal culpado pela eliminação direta em campo e cobrando retorno imediato sobre o investimento feito em sua renovação.
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Rodrigo Garro: O meio-campista foi cobrado por uma postura mais combativa e focada na bola. A organizada questionou até quando as reclamações contra a arbitragem vão substituir o protagonismo e a liderança esperados de um camisa 8.
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Fernando Diniz: O treinador também entrou na mira. A torcida afirmou que as limitações técnicas do plantel não servem de justificativa para derrotas contra o lanterna do campeonato e exigiu que o Corinthians passe a “produzir mais” sob o comando do técnico.
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Restante do elenco: Recebeu uma cobrança generalizada por falta de entrega, comprometimento e atitude, com o aviso de que o torcedor cansou de discursos.
Crise Política e Mercado Travado
Além das quatro linhas, o protesto da Gaviões teve forte teor político, mirando diretamente os dirigentes que comandam o clube:
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Osmar Stabile e Armando Mendonça: A atual liderança executiva — com Stabile sob denúncia do Ministério Público e Mendonça figurando como réu em processo judicial — foi classificada como incapaz de trazer soluções reais aos problemas financeiros crônicos do Alvinegro.
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Mercado Paralisado: A nota destacou o fato de o Corinthians passar mais de 100 dias convivendo com severas restrições de mercado, o que impede a contratação de reforços eficientes e o planejamento a longo prazo.
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Conselheiros: Foram acusados de sabotar o futuro do clube ao resistirem à reforma estatutária e aos projetos de profissionalização da gestão, alimentando um ambiente de instabilidade política.
A torcida encerrou o comunicado afirmando que o apoio nas arquibancadas nunca deixará de existir, mas que a cobrança por seriedade, competência e respeito à camisa do Corinthians continuará implacável.