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Governo federal adia diálogo com clubes sobre o fim das apostas esportivas

Governo federal adia diálogo com clubes sobre o fim das apostas esportivas
Foto: Foto: Ricardo Stuckert

O governo federal optou por adiar a reunião que estava agendada para esta terça-feira (29) com representantes de clubes de futebol. O encontro tinha como objetivo central debater os impactos da recente proibição das plataformas de apostas de quota fixa, conhecidas como bets, que se tornaram pilares financeiros para diversas agremiações esportivas no país.

De acordo com nota oficial do Executivo, a alteração no cronograma foi motivada por questões logísticas, especificamente pela dificuldade de deslocamento dos participantes devido à proximidade da data original. O governo reforçou que o adiamento visa garantir uma participação mais ampla e representativa no debate, assegurando que uma nova data será comunicada oportunamente à Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Logística e articulação ministerial

A articulação do encontro é conduzida pelo ministro do Esporte, Paulo Henrique Perna Cordeiro. A pasta busca ouvir as demandas dos clubes e avaliar mecanismos de mitigação para os prejuízos financeiros decorrentes da rescisão forçada dos contratos de patrocínio. Além do Ministério do Esporte, a mesa de negociações contará com integrantes das pastas do Planejamento, Fazenda e Casa Civil.

A medida provisória que determinou o encerramento das atividades das casas de apostas foi publicada na sexta-feira (25). O texto estabelece que as empresas devem encerrar suas operações até o dia 6 de outubro. Paralelamente, os usuários possuem um prazo limite até 5 de outubro para realizar o resgate de saldos remanescentes em suas contas nas plataformas.

Impacto financeiro no futebol brasileiro

A proibição das bets gera preocupação no setor devido ao volume de recursos injetados nos times. Segundo levantamento da Sports Value, as empresas de apostas destinaram R$ 1,143 bilhão em patrocínios apenas aos 20 clubes de maior receita do Brasil durante o ano de 2025. A perda desses contratos coloca em xeque o planejamento orçamentário de diversas instituições esportivas.

O governo federal mantém uma postura firme sobre o tema, tendo inclusive enviado ao Congresso Nacional um projeto de lei que visa tipificar como crime a exploração, operação e divulgação de apostas de quota fixa. Caso aprovada, a prática poderá resultar em penas de reclusão de 4 a 6 anos, além de multas, independentemente de autorizações concedidas por autoridades estrangeiras.

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