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Investigação revela novos detalhes sobre ataque que matou três trabalhadores na Bombril

Investigação revela novos detalhes sobre ataque que matou três trabalhadores na Bombril

3 de agosto de 2026

Depoimentos de testemunhas indicam que autor entrou armado na empresa, perseguiu uma das vítimas e fez ameaças durante a sequência de assassinatos

A investigação da Polícia Civil sobre o ataque que deixou três trabalhadores mortos dentro da fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo, revelou novos elementos que reforçam a hipótese de que o crime foi planejado. Testemunhas ouvidas pelos investigadores afirmaram que o operador de empilhadeira Claudio Henrique da Silva, de 33 anos, chegou à empresa portando duas facas e repetia frases de ameaça enquanto atacava os colegas.

Segundo os relatos, o agressor direcionou os primeiros golpes contra Douglas de Souza Vieira, de 39 anos. Durante a ação, ele repetia diversas vezes a frase “Vai mexer com quem está quieto” e, em seguida, dizia “Vai tirar brincadeira comigo?”, indicando que poderia agir motivado por conflitos anteriores no ambiente de trabalho.

Ao perceber que havia sido atingido, Douglas tentou escapar correndo pelas escadas da fábrica. No entanto, foi alcançado pelo agressor antes de conseguir deixar o local. Conforme depoimentos prestados à polícia, Claudio continuou desferindo golpes mesmo após a vítima cair no chão, prolongando a violência por vários instantes.

As investigações também apontam que o supervisor Edvaldo Santos da Silva, de 44 anos, tentou impedir a sequência de agressões. Ele teria arremessado uma cadeira contra o autor do ataque e ordenado que ele interrompesse a violência. A tentativa de intervenção, porém, terminou de forma trágica. Edvaldo também foi atingido por golpes de faca e morreu ainda dentro da empresa.

A terceira vítima, José Guilherme Victoriano de Moura, de 54 anos, também não resistiu aos ferimentos. Seu corpo foi localizado por policiais militares próximo a um dos banheiros da unidade industrial.

Durante a perícia, foram apreendidos dois canivetes utilizados no ataque, um de cor preta e outro verde. A Polícia Civil ainda busca esclarecer em que momento cada arma foi usada e a dinâmica completa dos homicídios.

Após cometer os crimes, Claudio permaneceu sentado nas dependências da fábrica segurando uma das facas. Funcionários tentaram convencê-lo a entregar a arma, mas ele afirmou que somente a entregaria aos policiais. Quando a Polícia Militar chegou, o agressor lançou o canivete ao chão e se rendeu.

Conduzido ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, Claudio Henrique da Silva morreu poucas horas depois ao tirar a própria vida na carceragem.

A motivação do ataque continua sendo investigada. Uma das hipóteses analisadas é a existência de desentendimentos entre o autor e alguns colegas de trabalho, incluindo possíveis episódios de provocações no ambiente profissional. As circunstâncias ainda serão esclarecidas ao longo do inquérito.

Em nota, a Bombril informou que acompanha as investigações, lamentou a morte dos trabalhadores e reiterou que o autor era funcionário de uma empresa terceirizada responsável pelos serviços de logística na unidade. A terceirizada também manifestou solidariedade às famílias das vítimas e afirmou estar colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pela apuração dos fatos.

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