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Jogador tira a camisa ao comemorar gol e joga classificação do próprio time na moeda

MASCATE – Um dos cenários mais bizarros da história recente do futebol internacional aconteceu na noite desta terça-feira (29). Ao marcar o terceiro gol da seleção de Omã na vitória por 3 a 1 sobre o Kuwait pela Copa do Golfo, o jogador Musab Al-Shaqsi tirou a camisa para celebrar. O gesto, punido automaticamente com cartão amarelo, ativou o último critério de desempate do regulamento e forçou um sorteio de cara ou coroa para definir quem avançaria às semifinais.

O Iraque, que perdeu por 2 a 0 para a Arábia Saudita no encerramento do Grupo 1, terminou a fase de grupos rigorosamente empatado com Omã em pontos, saldo de gols, gols pró e confronto direto. O cartão amarelo recebido por Al-Shaqsi igualou até mesmo o critério de Fair Play (número de cartões), obrigando a organização do torneio a recorrer a um sorteio de emergência nos bastidores para apontar o classificado.

O Efeito Cascata de uma Comemoração

O regulamento da “Golfo 27” previa que, caso todas as estatísticas principais de jogo estivessem pareadas, a vaga ficaria com a equipe mais disciplinada. Até os 40 minutos do segundo tempo, o Iraque estava sendo eliminado pelos critérios de campo. Foi quando o gol de Al-Shaqsi consolidou a vitória de Omã.

Na adrenalina do momento, o atleta omanense tirou o uniforme. A punição com o cartão amarelo fez Omã somar exatamente o mesmo peso em cartões que o Iraque, zerando a última vantagem técnica existente e acionando o sorteio manual.

A Definição na Moeda

Após o encerramento da rodada, Khalid Al-Muqrin, presidente do comitê de competições da Federação do Golfo de Futebol, reuniu os delegados das duas seleções para realizar o sorteio. Por pura sorte, a bolinha sorteada nos bastidores acabou beneficiando Omã, ratificando a vaga da equipe nas semifinais e aliviando o tamanho do prejuízo que o erro de Al-Shaqsi poderia ter causado ao seu país.

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