Manifestação realizada no domingo (11), na Avenida Paulista, reuniu apoiadores do presidente e se estendeu por outros trechos da região, com discursos sobre segurança pública, jornada de trabalho e desenvolvimento tecnológico
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, no domingo (11 de outubro), de um grande ato de campanha pela reeleição na Avenida Paulista, na região central de São Paulo. A mobilização, realizada durante o dia, reuniu milhares de apoiadores e ocupou mais de dez quarteirões da avenida, estendendo-se também por outros trechos da região. O horário exato de início não foi informado no material divulgado.
A manifestação foi convocada por entidades estudantis, sindicatos e organizações ligadas à educação e à ciência. Imagens aéreas mostraram a extensão da concentração popular, que tomou diferentes pontos de uma das principais vias da capital paulista.
Além da mobilização em São Paulo, apoiadores do presidente promoveram manifestações em outras 15 capitais brasileiras, em uma programação de atividades políticas durante a campanha do segundo turno das eleições presidenciais.
Ao discursar para os participantes, Lula apresentou propostas relacionadas aos direitos dos trabalhadores, à segurança pública e ao desenvolvimento econômico do país.
Um dos temas abordados foi o fim da escala de trabalho de seis dias para um de descanso. O presidente destacou a expectativa de votação da proposta no Senado, prevista para quarta-feira, e defendeu avanços na discussão sobre a jornada semanal.
Na área da segurança pública, Lula voltou a defender a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que busca ampliar a coordenação entre os diferentes níveis de governo no combate à criminalidade.
O presidente também mencionou a criação de um Ministério da Segurança Pública como parte das mudanças que pretende implementar.
“Para o povo trabalhador, para a comunidade, para o território, proteção. Para os bandidos, prisão”, afirmou Lula durante o discurso.
Ao tratar do enfrentamento às organizações criminosas, o presidente ressaltou a necessidade de estabelecer responsabilidades entre União, estados e municípios.
“Vamos definir o nosso papel, o papel do Estado, o papel do município, da segurança pública, para não permitir que o crime organizado tome conta do território”, declarou.
Outro destaque da manifestação foi a defesa de investimentos em tecnologia, qualificação profissional e energia limpa. Lula afirmou que pretende direcionar um eventual novo mandato para a modernização da economia brasileira.
“O nosso próximo mandato é para fazer uma revolução tecnológica neste país”, disse o presidente, ao mencionar a necessidade de preparar trabalhadores para as transformações digitais.
Durante a manifestação, Lula também falou sobre a abstenção eleitoral registrada no primeiro turno e incentivou os brasileiros, especialmente os idosos, a participarem da votação marcada para 25 de outubro.
O ato contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, das ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet, além de governadores e outras lideranças políticas que acompanharam a programação na Avenida Paulista.
Após a manifestação, o presidente deixou São Paulo e seguiu para o Aeroporto de Congonhas, de onde embarcou com destino a Brasília.
A mobilização na Avenida Paulista marcou mais uma etapa da campanha presidencial, reunindo apoiadores em uma extensa concentração popular e colocando em destaque propostas sobre segurança, direitos trabalhistas e desenvolvimento tecnológico para os próximos anos.