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“Marcos Rojo jogou habilitado pelo TAS”, garante Verón após eliminação do Flamengo

A polêmica jurídica que envolve a semifinal da Copa Libertadores ganhou um capítulo de forte posicionamento nos bastidores. O presidente do Estudiantes de La Plata, Juan Sebastián Verón, quebrou o silêncio e foi categórico ao defender a legalidade da escalação do zagueiro Marcos Rojo na histórica partida de volta contra o Flamengo, no Maracanã.

Em declaração direta, o mandatário explicou os trâmites que o clube realizou antes de colocar o experiente defensor em campo, assegurando que a vaga na grande final continental foi obtida dentro das regras vigentes.

“Depois de nos informarmos e assessorarmos, como sabíamos que estávamos corretos, fizemos a apresentação e o TAS decide a nosso favor. A partir daí, está a habilitação de Marcos. Estamos à espera da resolução definitiva do TAS, que não sabemos quando pode ser. Pode ser antes ou depois da final. O importante é que Marcos jogou habilitado pelo TAS.”

O Nó Jurídico: Liminar versus Decisão de Mérito

Embora a fala de Verón seja precisa no que diz respeito ao fato de o Estudiantes possuir um documento oficial do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) antes do apito inicial, o cenário nos bastidores do direito desportivo internacional é complexo e ainda oferece margem para riscos.

  • Efeito Cautelar: A liberação obtida pelos argentinos para o jogo de volta foi uma medida provisória (uma liminar). O TAS acatou o pedido urgente para evitar o “perigo da demora” — ou seja, impedir que o atleta ficasse de fora de uma semifinal decisiva antes que o caso pudesse ser julgado com calma.
  • Riscos Assumidos: De acordo com documentos do tribunal sediado na Suíça, o TAS negou um pedido do Estudiantes que exigia imunidade contra punições futuras. Isso significa que o tribunal liberou o atleta para jogar, mas avisou ao clube que, caso a transferência seja julgada irregular no julgamento final, o Estudiantes arcará com as consequências.

Flamengo aciona a Conmebol

Inconformado com a eliminação nos pênaltis em solo carioca, o Flamengo acionou formalmente o Tribunal Disciplinar da Conmebol. O departamento jurídico do clube brasileiro se apega ao artigo do regulamento que pune a escalação de jogadores irregulares com a perda de pontos (declarando o placar de 3 a 0 a favor do adversário).

O argumento do Flamengo baseia-se na tese de que a transferência de Rojo (que defendia o Racing) para o Estudiantes violou as janelas de inscrição permitidas pela FIFA e pela própria entidade sul-americana, tornando a liminar do TAS um artifício frágil.

Contagem regressiva até a final

A Conmebol analisa a defesa entregue pelo Estudiantes, mas os olhos do futebol sul-americano estão voltados para o dia 12 de novembro, data marcada para o julgamento definitivo do mérito do caso no TAS.

O veredito final ocorrerá poucas semanas antes da grande decisão da Libertadores em Montevidéu contra o Palmeiras. Até lá, o Estudiantes sustenta sua vaga amparado pela canetada de Verón e de seus advogados, enquanto o Flamengo mantém viva a esperança de reverter o resultado nos tribunais.

 

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