Estrutura de alumínio de uma janela do corredor se desprendeu quando Renata Rebeca Negrão Saldanha tentou se apoiar. Imagens de segurança inocentaram namorado.
SÃO LUÍS, MARANHÃO – A Polícia Civil do Maranhão confirmou que a morte de Renata Rebeca Negrão Saldanha dos Santos, de 26 anos, ocorrida na madrugada de terça-feira (3), no Rio Poty Hotel, em São Luís, foi uma fatalidade. A jovem caiu do sétimo andar do estabelecimento após a estrutura de alumínio de uma janela do corredor se desprender.
O circuito interno de segurança do hotel, localizado no bairro Ponta d’Areia, registrou toda a ação e foi fundamental para que as autoridades descartassem qualquer hipótese de homicídio ou feminicídio.
Dinâmica do acidente
De acordo com o superintendente da SHPP (Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa), delegado George Marques, as imagens mostram o momento em que Renata e o namorado procuravam a chave do quarto no corredor do hotel. Visivelmente alcoolizada, a jovem tentou se sentar no batente da janela e apoiou as costas na estrutura de alumínio, que acabou se soltando da parede.
Renata se desequilibrou e caiu de costas de uma altura de sete andares, atingindo a marquise da entrada do hotel. Ela chegou a ser socorrida pelas equipes de emergência, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.
Namorado é liberado após depoimento
O namorado da vítima, que estava no corredor no momento do ocorrido, foi levado à delegacia para prestar depoimento. Ele foi liberado poucas horas depois, após a análise das câmeras de segurança comprovar que ele não teve qualquer participação na queda e que sequer estava próximo de Renata no instante em que a estrutura cedeu.
O casal, que morava no município de Ananindeua, no Pará, viajou para a capital maranhense no fim de outubro para participar de um campeonato de pôquer. O retorno da viagem estava agendado exatamente para a terça-feira em que a tragédia aconteceu. Renata deixa dois filhos pequenos.
Investigação técnica
A Perícia Oficial realizou exames minuciosos na estrutura de alumínio e vidro que se desprendeu do corredor para apurar se houve falha na manutenção ou vício de instalação nas dependências do hotel. O corpo de Renata foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e liberado para traslado e sepultamento no Pará.