A Nigéria confirmou o primeiro caso de ebola em seu território, identificado como sendo da cepa Bundibugyo. A paciente é uma diplomata que desembarcou no país por meio de um voo originado em Uganda.
O diagnóstico foi divulgado durante uma reunião de emergência convocada para tratar do surto sanitário. Segundo autoridades locais, o quadro clínico da paciente apresentou uma piora rápida e evoluiu para falência múltipla de órgãos.
Confirmação laboratorial e cepa identificada
A constatação do vírus ocorreu após a realização de exames moleculares detalhados. A diretora do serviço de laboratórios de saúde pública do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da Nigéria, Olajumoke Babatunde, confirmou a natureza do patógeno.
As análises abrangeram três níveis distintos de testagem laboratorial. O resultado apontou especificamente para a cepa Bundibugyo, que é a mesma associada a uma epidemia na República Democrática do Congo.
Atendimento hospitalar em Abuja
A diplomata infectada foi encaminhada para um hospital particular localizado na capital, Abuja. Ela recebeu assistência médica no local durante vários dias antes de a infecção ter o diagnóstico oficialmente confirmado.
O ministro da Saúde, Muhamad Ali Pate, detalhou a chegada da paciente ao país africano através da rota aérea vinda de Uganda. A gravidade dos sintomas exigiu suporte médico intensivo desde os primeiros momentos da internação.
Contexto regional e surto na África Central
A República Democrática do Congo enfrenta desde maio o 17º surto de ebola em sua história institucional. A crise sanitária tornou-se rapidamente a mais letal já registrada no território congolês.
Balanços recentes das autoridades congolesas indicam que a epidemia superou 9.000 casos notificados e causou milhares de mortes. Paralelamente, o Quênia também registrou ocorrências relacionadas à circulação do vírus na região em outubro.