Brasileira disparou contra a decisão dos juízes e criticou o desempenho de Ailín Pérez no round decisivo; rivalidade começou na pesagem com chuva de preservativos e dólares.
O Confronto no Octógono
A dinâmica da luta foi marcada por momentos distintos. No primeiro assalto, Pérez impôs sua estratégia e dominou as ações com clareza, utilizando as quedas como sua principal arma. No segundo round, Dumont reagiu, subiu o tom da trocação e igualou o confronto.
O ponto crucial da discórdia foi o terceiro round, considerado o mais parelho pelas equipes de arbitragem. Norma Dumont garante que fez o suficiente para vencer e criticou a suposta passividade da argentina.
“Para mim, o segundo assalto estava claro, e no terceiro a argentina não fez nada”, desabafou a brasileira. “Eu estava batendo nela e falando com ela o tempo todo; ela estava desesperada. Tenho a certeza de que ganhei o segundo round sem nenhuma dúvida, e ela sabe disso”.
Dumont ainda usou o estado físico de Pérez após o combate para sustentar seu argumento, revelando que a oponente “foi direto para o hospital” dadas as condições em que terminou a luta. Do outro lado, Pérez minimizou: embora tenha admitido que se sentiu tonta durante o embate, garantiu que a vitória foi legítima. “Não há desculpas, ganhei tecnicamente e sou a melhor”, rebateu a argentina.
Provocações e Bastidores Tensos
O clima de rivalidade já estava inflamado desde a pesagem oficial na sexta-feira. Em uma tentativa de desestabilizar a oponente, Norma Dumont atirou preservativos e notas de dólares contra Pérez. A provocação acabou se voltando contra a brasileira após o gongo final.
Logo após o anúncio da vitória, a argentina apelidada de “Fiona” comemorou dançando ironicamente na frente de Dumont, gerando um princípio de confusão no octógono que exigiu a intervenção imediata dos seguranças. No microfone, Pérez disparou: “Norma, fique aí, garota. Não tive tempo de usar os preservativos que você me jogou; pode ser que você esteja grávida de mim”.
Futuro da Categoria
Com o triunfo, Ailín Pérez chega à expressiva marca de sete vitórias consecutivas no peso-galo — o segundo melhor recorde da história da divisão, atrás apenas das nove vitórias de Amanda Nunes. A argentina já se colocou publicamente à disposição do UFC para servir como lutadora reserva na disputa de cinturão entre Kayla Harrison e Amanda Nunes, agendada para o UFC 334 em novembro.
Já Norma Dumont, que agora soma um cartel de 13 vitórias e 4 derrotas na carreira, precisará recalcular a rota para tentar voltar ao topo dos planos da organização após ver sua sequência ser interrompida em Las Vegas.